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O dinheiro vivo entregue a Sócrates terá atingido os €1.169.700

a maior fatia de alegados pagamentos a José Sócrates teve origem nos negócios da PT e terão sido acordados logo durante a Oferta Pública de Aquisição pelo grupo Sonae do capital da empresa, em 2006. Os pagamentos ascenderam a 6 milhões de euros, tendo transitado de um alegado financiamento à Escom (uma empresa do BES liderada por Hélder Bataglia), feito através do BES Angola e do BES. Segundo o MP, o dinheiro passou por contas de offshores de Bataglia, com uma parte a ser encaminhada para o offshore Gunter, com conta na Suíça e detido por José Paulo, "que havia aceite guardar os fundos por conta do arguido José Sócrates". 
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"Assim, em meados do ano 2007, o arguido Ricardo Salgado acordou com o arguido José Sócrates a realização de pagamentos a favor do mesmo, até um montante que poderia atingir os 15 milhões de euros, no sentido de garantir o apoio do mesmo, enquanto primeiro-ministro, à estratégia definida para a PT", concluiu a indiciação de Sócrates, especificando que Salgado recorreu a Bataglia para o ajudar a transferir os milhões, através de uma "aparente relação contratual" entre a Pinsong International, uma entidade controlada pela ES Enterprises, e o offshore Markwell, de Bataglia. 


Para o MP, através deste circuito, foram primeiro transferidos 3 milhões para as contas controladas por José Paulo na Suíça. "Na sequência do acordado entre os arguidos Ricardo Salgado e José Sócrates, os pagamentos prometidos ao segundo continuaram a ser realizados em 2008 e 2009 até atingir o montante de 15 milhões de euros que haviam sido prometidos",
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No recente interrogatório, Sócrates acusou igualmente o MP de ser selectivo nas investigações de factos para o culpar de crimes e de fechar os olhos a outros dados que o poderiam inocentar. E afirmou que se limitou a ter um relacionamento "meramente institucional" com Ricardo Salgado. Só falta explicar porque é que entraram todos aqueles milhões nas contas de Santos Silva na Suíça. 

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