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Os demónios da Europa "estão apenas adormecidos"

Juncker enumera exemplos de recentes episódios que deixaram “feridas profundas” ou que o chocaram: a forma como alguns políticos alemães atacaram a Grécia quando o país entrou em crise e os cartazes em protestos de rua em Atenas mostrando Angela Merkel de uniforme nazi. “Sentimentos que pensávamos estar, enfim, relegados para o passado vieram à superfície”, diz Juncker.
 
Concorda que ninguém duvida seriamente que existe paz e amizade na Europa mas também avisa: “Quem pensar que a eterna questão da guerra e da paz na Europa é uma questão que desapareceu para sempre, pode estar muito enganado.”

Juncker encontra hoje a mesma “complacência” baseada na “ideia de que a paz está garantida para sempre” que existia há 100 anos, em vésperas da I Guerra Mundial. "Arrepia-me ver como são semelhantes as circunstâncias da Europa em 2013 e as de há 100 anos."

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