Todo o lucro que as escolas obtenham através da rentabilização dos novos espaços – por exemplo, alugando pavilhões –, está sujeito a uma taxa de 50% a entregar à Parque Escolar.
«São custos brutais. Está agora a perceber-se quão cara foi a festa de que falava a ex-ministra Maria de Lurdes Rodrigues», comenta o professor Paulo Guinote, que esta semana lançou o debate sobre as facturas da Parque Escolar, ao publicar no blogue A Educação do Meu Umbigo os valores relativos a duas escolas do Norte.
Num dos casos revelados, a escola (que o blogue optou por não identificar) paga uma renda mensal de 284.470,19 euros, relativos à parcela que cobre o investimento. E mais cerca de 36 mil euros por mês para suportar os custos de manutenção. «É uma escola com cerca de 18 mil metros quadrados, o que quer dizer que está acima da média dos 15 mil m2 das escolas intervencionadas. Mas há outras com 20 ou 23 mil m2, que pagam ainda mais», diz o bloguer, que critica a falta de dados em relação a estas contas.