LEVI-STRAUSS
Foi para muitos "O Antropólogo".
Creio que nunca se intitulou etnólogo pois o seu "trabalho de etnologia" resumiu-se a umas incursöes na selva brasileira com as missöes francesas. Aí pöde constatar que näo podia comunicar com os Indos porque näo falava o seu idioma...
Tirando a aspecto anedótico e abstraindo-os do vulto de culto em que se transformou, temos dois elementos: a inexistëncia de "trabalho de terreno" e o processamento de mitologias que lhe chegaram através de relatos de terceiros. É sabido que Strauss fez adptacöes da mesmas para conseguir a consistencia estrutural que lhe permitiu a "prova" das suas teorias sobre mito e mitemas, que fazem parte do "núcleo duro" das teorias estruturalistas.
Em Estruturas Elementares do Parentesco Strauss afirma, entre outras, duas coisas absolutamentes determinantes para a sua concepcäo estruturalista: que o casamento entre primos cruzados é o preferido para o sistema de trocas e aliancas. Que a guerra é a excepcäo que acontece qundo falha o comércio.
Quanto á primeira afirmacäo, constatei a sua falsidade no terreno: todos os Indios, de todas as etnias, com quem conversei, negaram que isso alguma vez tenha acontecido ( a questäo coloca-se + ou - da seguinte forma: o melhor casamento é aquele que se realiza com a filha do irmäo da tua mäe?) e explicaram-se como na realidade se fazem os casamentos. Reaidade essa que nao tem nada que ver com as teorias de Levi-Strauss.
Quanto á segunda afirmacäo remeto-vos directamente para o recente trabalho de Pierre Clastes: "Archéologie de la Violence" (Ed. de L'Aube, 1999). Está traduzido para o castellano como "Arqueologia de la violencia en las sociedades primitivas" (Ed. Fondo de Cultura Económica, 2004, Buenos Aires).
Básicamente Lévi-Strauss inventou ficcöes que determinaram e pautaram a moda e o pensamento da intelectualidade da geracäo que se lhe seguiu. AST
Foi para muitos "O Antropólogo".
Creio que nunca se intitulou etnólogo pois o seu "trabalho de etnologia" resumiu-se a umas incursöes na selva brasileira com as missöes francesas. Aí pöde constatar que näo podia comunicar com os Indos porque näo falava o seu idioma...
Tirando a aspecto anedótico e abstraindo-os do vulto de culto em que se transformou, temos dois elementos: a inexistëncia de "trabalho de terreno" e o processamento de mitologias que lhe chegaram através de relatos de terceiros. É sabido que Strauss fez adptacöes da mesmas para conseguir a consistencia estrutural que lhe permitiu a "prova" das suas teorias sobre mito e mitemas, que fazem parte do "núcleo duro" das teorias estruturalistas.
Em Estruturas Elementares do Parentesco Strauss afirma, entre outras, duas coisas absolutamentes determinantes para a sua concepcäo estruturalista: que o casamento entre primos cruzados é o preferido para o sistema de trocas e aliancas. Que a guerra é a excepcäo que acontece qundo falha o comércio.
Quanto á primeira afirmacäo, constatei a sua falsidade no terreno: todos os Indios, de todas as etnias, com quem conversei, negaram que isso alguma vez tenha acontecido ( a questäo coloca-se + ou - da seguinte forma: o melhor casamento é aquele que se realiza com a filha do irmäo da tua mäe?) e explicaram-se como na realidade se fazem os casamentos. Reaidade essa que nao tem nada que ver com as teorias de Levi-Strauss.
Quanto á segunda afirmacäo remeto-vos directamente para o recente trabalho de Pierre Clastes: "Archéologie de la Violence" (Ed. de L'Aube, 1999). Está traduzido para o castellano como "Arqueologia de la violencia en las sociedades primitivas" (Ed. Fondo de Cultura Económica, 2004, Buenos Aires).
Básicamente Lévi-Strauss inventou ficcöes que determinaram e pautaram a moda e o pensamento da intelectualidade da geracäo que se lhe seguiu. AST