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Go(o)d for Nothing

Tribunal iraniano condena americano à morte

O norte-americano Amir Mirzai Hekmati, de ascendência iraniana, foi condenado à morte pelo tribunal de Teerão por “colaboração com um país hostil e por espionagem” para a CIA, informou nesta segunda-feira a agência iraniana Fars. A sentença conclui que Hekmati, antigo Marine de 28 anos, nascido nos Estados Unidos numa família iraniana, “agiu contra a segurança nacional” iraniana. O homem foi ainda dado como culpado de “tentativa de acusar o Irão de estar implicado no terrorismo”, acrescenta a agência Fars. Esta sentença ainda é susceptível de recurso. Os Estados Unidos rejeitaram as acusações de espionagem e apelaram ao Irão para libertar Hekmati, precisando que os diplomatas suíços – que representam os interesses americanos em Teerão, na ausência de uma embaixada –, pediram para ver Hekmati no sábado. Mas o pedido foi recusado. Em meados de Dezembro, a televisão estatal iraniana difundiu imagens de Hekmati, onde este confessou trabalhar para a agência norte-americana. O homem teria...

O Paraíso dos Corruptos

Suite 605

O economista João Pedro Martins – que fez uma investigação sobre o offshore da Madeira, publicada no livro Suite 605 – lembra que «as principais multinacionais têm usado a ZFM para praticar uma verdadeira ‘burla legal’ que tem esvaziado os cofres públicos e transferido a carga tributária das grandes empresas para os pequenos contribuintes». Segundo a auditoria das Finanças, a despesa fiscal associada às empresas sediadas na ZFM ascendeu a 1.317 milhões de euros em 2008 e 657 milhões em 2009. Ou seja, se as empresas pagassem os impostos do Continente, a receita gerada poderia ser suficiente para não cortar os subsídios de Natal este ano. E mesmo as receitas fiscais obtidas pela Madeira têm de ser ponderadas com o que a região perdeu em termos de fundos europeus, uma vez que as actividades registadas na ZFM empolam as exportações regionais e o PIB per capita do arquipélago, que já é o segundo mais alto do país. Como este indicador é um dos critérios para atribuição de fundo...

Taxa Tobin é para avançar

A insistência com que o Governo francês quer aplicar um imposto sobre as transacções financeiras está a deixar bancos, gestoras, empresas e seguradoras agitados em França. A praça financeira insurgiu-se frontalmente contra o projecto do Presidente Nicolas Sarkozy. Mas o Governo já veio hoje avisar que a taxa Tobin, como é conhecido o imposto, é para avançar – dentro de semanas, mesmo correndo o risco de ficar isolada na zona euro, Paris seguirá nesta ambição. “Não é porque os [meios] financeiros dizem ‘não queremos ser taxados’ que vamos ouvi-los”, assegurou um membro do Governo.  ... O imposto, que deve o seu nome ao Nobel James Tobin, que tornou célebre este tipo de taxas, consiste em aplicar uma taxa ligeira sobre as transacções internacionais de capitais – nos mercados bolsistas, de dívida ou nos chamados mercados de futuros (em que se negoceia, por exemplo, petróleo). ... O primeiro-ministro britânico, David Cameron, referiu-se neste domingo ao projecto francês. A França e...

Paranóia, transtorno delirante e narcisismo *

Uma personalidade com traços de paranóia, transtorno delirante e narcisismo. É o que ressalta da perícia psiquiátrica sobre Paco Bandeira, feita a pedido do seu advogado no âmbito do processo em que é acusado pelo crime de violência doméstica, que está em julgamento no Tribunal de Oeiras. Segundo o processo, que o SOL consultou, os especialistas viram no músico alentejano uma elevação moderada na escala clínica de personalidade paranóide, valores significativos na escala da personalidade compulsiva e traços de personalidade narcísica. No relatório médico há mesmo referência a uma presença moderada de transtorno delirante. Nada que fizesse, porém, os médicos diagnosticarem qualquer doença do foro psiquiátrico a Paco Bandeira – sendo essa, aliás, a conclusão do relatório. Nas entrevistas feitas ao músico ao longo desta avaliação, foram várias as vezes que se apresentou de forma defensiva, falando de si próprio como alguém vulnerável. SOL * " Nada que fizesse, porém, os mé...