O mentor do presépio, João Torres, reforçou que o objetivo do projeto "é inquietar consciências" e lançou duras críticas às autoridades e aos políticos. "Assistimos a um grande acontecimento pela nossa Polícia Judiciária, que consegue descobrir o paradeiro de um foragido à Justiça. Demoraram três meses. Está de parabéns, mas devia-nos levar a refletir se os meios utilizados foram os mesmos que utilizaram há 23 anos para procurar o Rui Pedro", questionou o pároco.
Para o responsável do presépio de Priscos, "é quase um crime" que as famílias de crianças e jovens desaparecidos não tenham acesso a apoio psicológico ou judicial, por exemplo.
"Se não fosse um homem como o Doutor Ricardo Sá Fernandes, neste momento, não tínhamos condições de vida. Só ele nos apoiou. Tem sido mais do que um pai. Se nos levasse o dinheiro que os políticos pagam aos advogados, não tínhamos o que comer", atestou Manuel Mendonça, pai de Rui Pedro