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No esplendoroso mundo do capitalismo pátrio, o mérito, o esforço, a frugalidade ou a transparência sempre valeram menos do que a esperteza que mantém portas sempre abertas no Terreiro do Paço

não é preciso muita memória ou imaginação para concluir que o Estado dá quase sempre parte de fraco nas negociações em que se envolve. Veja-se o caso das barragens da EDP. O exemplo revelado por Pedro Nuno Santos é grave não apenas porque expõe as vulnerabilidades de quem deve defender o sector público; é-o também por nos provar que Portugal é um paraíso para os videirinhos

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Da Crise e dos Cortes

A Caixa Geral de Aposentações, a "segurança social" dos funcionários públicos, também paga pensões a reformados do setor privado, muitas delas milionárias.   No próximo mês de maio, por exemplo, começa a pagar uma reforma de 5000 euros a um dirigente de um externato particular, ao abrigo de uma lei antiga feita aprovar pelo então primeiro-ministro, Aníbal Cavaco Silva. De acordo com a lista dos novos aposentados em maio, um ex-diretor pedagógico do Externato Marquês de Pombal Ensinus ficará com uma pensão de 5030 euros mensais brutos. Este estabelecimento pertence ao grupo Lusófona. jn.pt