No esplendoroso mundo do capitalismo pátrio, o mérito, o esforço, a frugalidade ou a transparência sempre valeram menos do que a esperteza que mantém portas sempre abertas no Terreiro do Paço
não é preciso muita memória ou imaginação para concluir que o Estado dá quase sempre parte de fraco nas negociações em que se envolve. Veja-se o caso das barragens da EDP. O exemplo revelado por Pedro Nuno Santos é grave não apenas porque expõe as vulnerabilidades de quem deve defender o sector público; é-o também por nos provar que Portugal é um paraíso para os videirinhos