Prémio Pessoa em 2013 e Sanofi-Pasteur em 2018, pela sua investigação do parasita da malária, Maria corre mas nunca se cansa. Insiste até haver respostas. Quis ser bióloga do microscópico, fez um mestrado em imunologia — coordenado por Maria de Sousa, falecida no dia de fecho desta edição — levada pela curiosidade, maravilhou-se com a “suprema ironia” da vida de um parasita. Descobriu que o Plasmodium é um bico de obra, muito mais complexo do que um vírus, seletivo e imprevisível. Há duas décadas que estuda como se comporta e ainda se surpreende.