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O PCP mostra-se igual a si mesmo

O PCP, em resposta oficial enviada à Renascença, diz que “Portugal não deve ser instrumento e servir de plataforma para a promoção da ingerência contra um Estado soberano”.
E acrescenta à justificação: “Designadamente ao serviço daqueles que, envolvendo e mobilizando cidadãos angolanos partindo de reais problemas, contradições, fenómenos negativos e legítimos anseios, de facto, agem com o intuito de os instrumentalizar para desestabilizar e concretizar a denominada ‘transição’ ou ‘mudança’ de regime em Angola, impulsionadas a partir do exterior”.
Os comunistas argumentam ainda que a Constituição Portuguesa defende “a soberania e independência nacionais e a separação dos poderes político e judicial. Princípios que, naturalmente, têm aplicação nas relações entre Portugal e Angola, designadamente pelo respeito da sua soberania e pela rejeição da tentativa de retirar do foro judicial uma questão que a este compete esclarecer e levar até ao fim, no quadro da ordem jurídico-constitucional angolana.”
Já esta semana, numa votação na Assembleia Municipal de Lisboa, com o intuito de manifestar solidariedade para com o activista e "rapper", o PCP tinha tido uma posição similar. Agora, escreve-o a nível oficial.
Nota: é como com a suposta "República Socialista da Coreia do Norte"... Já a invasão da Checoslovakya pela (ex) União Soviética não foi "interferência externa"...

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