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Estarão, por acaso, contabilizados os casos do "mata e foge" seguidos de silêncio por mêdo de "represálias"? *

O jovem que há pouco mais de uma semana matou Fernando Correia, de 62 anos, quando este se encontrava com os amigos na Academia de Bilhar Bola 3, em Ramalde, no Porto, continua fugido. Tudo indica que terá saído do País, presume-se que para Espanha.

Mas antes disso explicou aos familiares e amigos – mora no Bairro de Aldoar, relativamente próximo do local do homicídio – os contornos do crime. Garante ter ouvido Fernando Correia a "dizer que não gostava de ciganos" e depois tudo se precipitou. Assegura que tinha consumido drogas e álcool. Estava eufórico, esfaqueou a vítima quando esta se encontrava sentada e fugiu.

Afastada fica assim a possibilidade de se ter enganado no alvo. Quem assistiu ao crime chegou a admiti-lo, pois não houve qualquer troca de palavras entre vítima e agressor. Fernando Correia era cliente assíduo do café e tratava-se de um homem pacato. Nunca arranjava problemas.

Os amigos que com ele se encontravam no café nem sequer se aperceberam do crime. Só perceberam que Fernando Correia tinha sido esfaqueado quando este começou a cambalear. A pronta ajuda do INEM nada pôde fazer. O óbito foi declarado ainda no local.

A Polícia Judiciária do Porto, que assumiu a investigação pouco depois, continua no encalço do suspeito. Para já, o seu paradeiro ainda não foi determinado. Entretanto, a Judiciária continua a debater-se com um problema: as testemunhas do crime mostram receio de identificarem o agressor, com receio de represálias.

* e os casos onde não há "mata e foge" mas existe um silêncio de morte imposto pelo mêdo e o terror? Não serão os "politicamente corretos" culpados desta situação e, como consequência, desta?*

* e de tudo o que virá a seguir.

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