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Como é que a Transnístria está a ser arrastada para a guerra na Ucrânia

Uma série de explosões inexplicáveis ​​ocorreram durante a semana em zonas da Transnístria - um território separatista dentro da Moldova que abriga tropas russas há décadas, - provocando receios de que a guerra de Moscovo se possa em breve estender além da Ucrânia e criar um novo palco do conflito na Europa de leste .

Paris e Berlim vão apoiar Moldávia perante "riscos de destabilização"

Os chefes da diplomacia francês, Jean-Yves Le Drian, e alemã, Annalena Baerbock, declararam-se hoje determinados a apoiar a Moldávia, perante os "riscos de destabilização" da ex-república soviética vizinha da Ucrânia, invadida pela Rússia há dois meses. ... A região separatista pró-russa da Transnístria, na Moldávia, foi esta semana abalada por uma série de explosões, fazendo temer um alastramento ao país da guerra que está a destruir a vizinha Ucrânia .

Refugiados ucranianos são recebidos por russos pró-Kremlin em todo o país, denuncia Associação de Ucranianos

“Desde que os refugiados começaram a chegar a Portugal, em Março, começámos a receber alertas de que tinham sido recebidos por pessoas de elementos pró-russos que se faziam passar por elementos de organizações internacionais e até ucranianas”, contou à Lusa o presidente da Associação dos Ucranianos em Portugal, Pavlo Sadoka, garantindo que as denúncias chegaram “ de norte a sul do país ”.

Associações pró-russas têm “uma ligação muito estreita à embaixada russa

Igor Khashin, um dos visados recentes pela denúncia da embaixadora da Ucrânia em Lisboa, Inna Ohnivets de que haveria ucranianos a serem recebidos em Portugal por russos com ligações estreitas ao Kremlin. Nessa entrevista à CNN no início de Abril, Inna Ohnivets alertou para o facto de essas informações serem “interessantes para a espionagem russa” uma vez que estas associações pró-russas têm “uma ligação muito estreita à embaixada russa e podem receber informações sobre os dados pessoais destes refugiados e também sobre os familiares que participam no Exército ucraniano ”.

Ucranianos recebidos por russos pró-Kremlin em Câmara de maioria comunista

Chegou a Portugal a 19 de março com as duas filhas, de seis e oito anos. Fugida dos russos, quando foi ao gabinete de apoio aos refugiados da Câmara de Setúbal estranhou ser recebida por russos, que lhe falaram em russo: “Perguntaram-me onde estava o meu marido e o que tinha ficado a fazer”, contou ao Expresso durante uma conversa nos arredores de Setúbal. Fotocopiaram-lhe os documentos: o passaporte e a certidão das crianças. Hoje tem medo .

"Segurança" “a festejar a cena de pancadaria” com os suspeitos

A cumplicidade entre alguns seguranças da Mome e os fuzileiros Cláudio Coimbra, Vadym Hrynko e o civil Clóvis Abreu — o trio que na madrugada de 19 de março “feriu gravemente” quatro agentes à civil, levando à morte de Fábio Guerra na sequência das pancadas — não passou despercebida a quem assistiu à contenda, que durou apenas dois minutos. No fim, um desses seguranças, de “roupa escura, idêntica aos demais seguranças que estavam no local, de gabardina, dirigiu-se aos três, levantou as mãos no ar, em jeito de vitória, e deu um abraço aos agressores”, conta A., que estivera também na discoteca. A informação é corroborada por outra testemunha, que observou o mesmo segurança “a festejar a cena de pancadaria” com os suspeitos