A impotência da UE há-de acabar em drama

Hoje a capa do JN informa-nos que a "máfia das farmácias" "lavou" 20 milhões de euros em habitações de luxo. Isto aparenta ter acontecido após as medidas de coacção mínima que a portuguesa justiça lhes aplicou. Acontece que a portuguesa justiça colaborou efectivamente no crime de lavagem de dinheiro quando aplicou ao bando da "máfia das farmácias" a medida de "coação mínima", justificada por uma mentirosa "ausência de risco". Era fácil de se perceber que existia efectivamente risco de continuação das actividades criminosas. Não era preciso ser-se jurista, magistrado ou outro género de "especialista".


A portuguesa justiça não só é a palhaçada que todos sabemos quando se trata de (não) condenar políticos e "grandes administradores" corruptos, como participa das actividades criminosas ao, por exemplo, ter deixado campo livre à "máfia das farmácias" para prosseguirem as suas actividades criminosas.


A portuguesa justiça é o exemplo máximo da podridão que mina um Estado de Direito a partir do seu interior e só por si justificaria o ultimamente tão falado "golpe militar". Se a UE continuar a fechar os olhos ao "sistema de justiça" português, se não obrigar a uma avaliação sistemática e consistente por entidades exteriores e internacionais, com consequências práticas para os magistrados incompetentes e/ou corruptos (que devem poder ser despedidos com justa causa e responder criminalmente pela sua incompetência ou/e corrupção *), arrisca-se um dia a ter uma má surpresa. 


Porque o nível endémico e monstruoso da corrupção em Portugal, nomeadamente da "corrupção de Estado", tem sobretudo a ver com a ineficácia do "sistema de justiça", que na prática tem protegido todo o género de corruptos e bandidos, desde que sejam ricos e poderosos. Isto não só é inaceitável, escandaloso e chocante: é liminarmente insustentável.


* actualmente os portugueses magistrados, que não possuem nem legitimidade democrática nem "mérito" (qualquer licenciado em direito numa universidade "razoável" e dotado de inteligência normal pode chegar a magistrado, dado que os candidatos não são submetidos a provas éticas e morais consistentes e prolongadas), têm um Estatuto de imunidade e impunidade que é a base da podridão e descrédito em que se encontra o "sistema de justiça" português, que só encontra paralelo nos países do "terceiro-mundo".

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