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Das pedagogias da perversidade

Hoje na revista do JN chega-se à conclusão que a família é o elemento principal para o sucesso dos alunos! Para se chegar a uma constatação desde sempre clara e evidente foi preciso olhar-se para os filhos dos imigrantes "do leste" (muitos dos quais devem ter passado por condições bem precárias...), que sempre foram excelentes alunos supostamente devido a famílias que valorizam a disciplina e o estudo, encaram a actividade de estudante como uma "profissão": radicalmente o contrário daquilo que os tugoleses pedagogos proclamam (a "escola lúdica" e outras aberrações do género).


O resultado está bem à vista e não espanta ninguém: enquanto os frutos dos tugueses pedagogos andam por aí aos caídos (e no futuro será ainda pior), os filhos dos que praticaram o contrário da pedagogia tugolesa são bafejados por um sucesso bem merecido e recompensador. Agora que os frutos dos pedagogos tugoleses vão sofrer, deveriam aplicar a "bronquice" e agressividade que nas escolas portuguesas aprenderam sobre os próprios pedagogos, que são os responsáveis últimos pela sua desgraça, ao facultar-lhes um ensino mentiroso que lhes dizia que o mundo e a vida são "lúdicos" e que a disciplina e o respeito pelos outros são arcaísmos do passado. Refiro-me aos "pedagogos" que inventam e impôem os "sistemas pedagógicos", que podem ser encontrados em confortáveis gabinetes pagos pelos contribuintes e nas universidades pagas pelos contribuintes. Porque sobre os seus muy protectores progenitores ao que consta já estão a aplicar... 


É verdade que os pais os habituaram a serem broncos, mas é verdade que os pais portugueses - exceptuando as classes "médias" e altas - sendo tradicionalmente incultos, estavam mais dependentes do "sistema pedagógico" do que os pais de outras nacionalidade. Ou seja, os imigrantes "de leste" foram suficientemente avisados para ultrapassar um sistema pedagógico errado e perverso, obrigando os filhos a estudar disciplinadamente em casa para compensar um ensino martirizado pela indisciplina crónica dos alunos portugueses. Os pais portugueses, tradicionalmente miseráveis e incultos, aproveitaram-se de um sistema perverso e "permissivo" para iludirem a sua secular e conhecida miserabilidade: insultando e agredindo os professores, demonstravam o seu "poder" aos seus "rebentos", que rapidamente se transformaram em bestas do mesmo calibre. 


Os "pedagogos" tugoleses, conhecendo bem o país e o "povo português", tinham obrigação (e são bem, demasiado bem pagos, para isso), de criar um sistema educacional adequado à população que temos. Mas não. Agiram perversa e conscienciosamente e são culpados por aquilo que está e vai acontecer aos jovens portugueses, educados na indisciplina e na "bronquice", num mundo "globalizado", onde grande parte deles não tem condições sequer para executar os trabalhos considerados "inferiores", que exigem disciplina e um pouco de humildade, que é coisa que a parola e bruta mentalidade de alguns alunos portugueses do ensino básico desconhece: quanto mais ignorantes e insignificantes mais arrogantes, violentos e inúteis. 


No limite (os tugoleses "pedagogos") são culpados por tudo o de mau Portugal hoje é. Tivesse havido outra educação e teríamos, 40 anos depois do 25 de Abril, um povo pouco permeável à corrupção, com fortes laços de solidariedade e cidadania, e capaz de fazer crescer e desenvolver o país. Graças aos tugoleses "cientistas da educação" e "pedagogos" temos exactamente o contrário.


Os acontecimentos do 1º de Maio de 2012, onde as pessoas se insultaram, empurraram e agrediram (ignorando os feridos que jaziam no solo), para fazer compras com desconto nos supermercados Pingo Doce, demonstra o grau de radical podridão mental da sociedade criada e "educada" pelos "pedagogos" tugoleses.

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