Os "mercados" estão horrificados face à decisão da presidente Argentina arredar a Repsol do petróleo argentino, que controlava via "negociata de Estado" feita pelo Menen, que por essa e outras "negociatas de Estado" enquanto presidente chegou a ter pendente um mandato de captura internacional enquanto esteve refugiado no Chile que, claro, não aceitou repatriar o sujeito que mais tarde voltou voluntariamente para a Argentina depois de conseguir uma absurda imunidade (o Chile - ou parte dele porque foram os militares chilenos quem mais se esforçaram pelo regresso do criminoso Pinochet ao Chile quando a Espanha o cria deportar e julgar por crimes contra cidadãos espanhóis - não ia fazer a vontade à Argentina e deportar, neste caso repatriar, outro corrupto).
Os "mercados" têm de aprender que as "negociatas de Estado", quando vão contra os interesses do Estado que as assina via governantes corruptos que fazem negociatas que traem o interesse do povo que os elegeu, não têm evidentemente validade. Os "mercados" têm de aprender que as negociatas corruptas feitas por um governante não podem comprometer um Estado. E são os "mercados" e as empresas que têm de ter isto em conta porque são os "mercados" e as empresas quem se aproveitam dos governantes corruptos para fazerem negociatas que lhes dão biliões de lucro mas comprometem as gerações futuras (e actuais) nos países onde são feitas. O contrato do corrupto Menen com a Repsol tinha a duração, se não estou em erro, de 40 anos, durante os quais a Repsol sugaria completamente todas as reservas petrolíferas do país! Enfim, uma negociata típica dos governantes corruptos "terceiro-mundistas" que não devia envolver uma empresa do dito "mundo desenvolvido".
No ano passado a Argentina gastou 9.000 milhões de dólares na importação de combustíveis! Não é preciso fazer um desenho para se perceber a aberração desta negociata surreal (em Portugal basta olhar-se para as PPP e para as rendas pagas à EDP). Os "mercados" dizem que o défice energético é devido aos baixos preços dos combustíveis na Argentina. Essa é a lógica dos "mercados" - aumentar os preços mesmo que o país possua reservas que lhe permitiriam praticar preços ainda mais baixos - mas no meu ponto de vista é contrato que deve ser declarado sem efeito porque é "surreal" e vai contra os interesses do país e das pessoas. Os "mercados" e as empresas não podem continuar a tirar vantagem dos corruptos que chegam ao poder e o exercem em prejuízo dos cidadãos.
Na realidade este tipo aproveitamento que muitas empresas fazem dos corruptos no poder é crime: é simples e clara colaboração com os actos de corrupção. Não importa se eles são legais no país em que são executados pois todos sabemos que as leis nos países atrasados, e noutros tidos por desenvolvidos que nós sabemos bem serem muito pouco desenvolvidos, são feitas à medida.
Pelo menos a Eurozona deve pensar num tribunal europeu que julgue estes casos pois a justiça de alguns países que integram a Eurozona é tudo menos fiável. Num futuro mais político e mais integrado tem de existir um sistema de justiça comum, com um supremo tribunal comum a toda a Eurozona, e um supremo tribunal administrativo especial para estes casos de grandes "negociatas de Estado", que só serão efectiva e imparcialmente julgados fora dos países onde são protagonizados, dado o peso e a influência de algumas empresas e bancos sobre governos e os sistemas de justiça (que à partida não são nem fiáveis nem isentos) desses países. Especialmente nos "países do sul", há que acrescentar porque é esta a verdadeira realidade.
Na realidade este tipo aproveitamento que muitas empresas fazem dos corruptos no poder é crime: é simples e clara colaboração com os actos de corrupção. Não importa se eles são legais no país em que são executados pois todos sabemos que as leis nos países atrasados, e noutros tidos por desenvolvidos que nós sabemos bem serem muito pouco desenvolvidos, são feitas à medida.
Pelo menos a Eurozona deve pensar num tribunal europeu que julgue estes casos pois a justiça de alguns países que integram a Eurozona é tudo menos fiável. Num futuro mais político e mais integrado tem de existir um sistema de justiça comum, com um supremo tribunal comum a toda a Eurozona, e um supremo tribunal administrativo especial para estes casos de grandes "negociatas de Estado", que só serão efectiva e imparcialmente julgados fora dos países onde são protagonizados, dado o peso e a influência de algumas empresas e bancos sobre governos e os sistemas de justiça (que à partida não são nem fiáveis nem isentos) desses países. Especialmente nos "países do sul", há que acrescentar porque é esta a verdadeira realidade.
A UE em vez de ficar "chocada" devido aos interesses de um país membro sairem prejudicados (o que recorda certos orgãos coorporativos), devia alegrar-se por haver um Estado que tem a coragem de anular uma negociata que desde sempre foi ilegal, porque atenta contra os interesses do Estado e dos contribuintes que deveriam ter sido salvaguardados e protegidos exactamente por quem assinou a "negociata".