Avançar para o conteúdo principal

República das Bananas

Li no JN que aparentemente o governo xuxialista prometeu 20% da TAP aos pilotos - que já ganham absurdidades pagas por todos nós e que deveriam há muito estar sob administração dos privados! A mim já nada me espanta neste país. Tudo é possível. Afinal trata-se do mesmo governo xuxialista que nacionalizou o BCP sem acautelar a renegociação das pensões de reforma que os corruptos dos anteriores administradores se atribuiram a si próprios, incluindo segurança e avião privado. Trata-se do mesmo governo xuxialista que acordou PPP's que em qualquer país normal seriam crime e anuladas de acordo com a lei. Mas a lei da República das Bananas protege essas PPP's. Não é por acaso que a República das Bananas é de facto uma república das bananas. 


É o vale tudo num lugar onde a justiça só se aplica com severidade aos ladrões de sabonetes e aos adolescentes que partilham música na internet e onde o governo da nação - que não é uma nação valente porque se fosse nada disto estaria a acontecer - só se preocupa em tirar aos que já quase nada têm para dar, deixando os "tubarões" como o tal Jardim - sem ser o da Madeira porque o da Madeira também fez as suas negociatas de biliões - a salvo da tempestade.


Portanto no país do vale tudo também podem valer golpes militares e tenho de dar razão aos "militares de Abril" - esses imbecis jogadores de brige à custa das suas "reformas douradas" pagas pelos contribuintes, que não tiveram a capacidade de fazer uma revolução a sério mas um simples golpe de flores que resultou naquilo que se vê - quando deixam transpirar que a possibilidade um golpe militar não é do reino da pura ficção. Mal seria se fosse.


Posso estar a ser ingénuo mas acredito na honestidade do actual PM. O seu suposto "ultra-liberalismo" já foi ultrapassado pelo confronto com a realidade. O que me parece é que lhe falta coragem (se fôr falta de vontade então é bem mais grave) para confrontar as máfias que estão protegidas por contratos fechados feitos pelo anterior governo xuxialista. No entanto se o actual PM não "crescer" para os lobbys que dominam o lugar e se não o fizer rapidamente estamos de facto mal: o aviso pouco súbtil dos militares não deixará de pairar e ganhar amplo suporte entre os portugueses e é preciso não nos esquecermos que um golpe militar possui legitimidade quando tem o apoio da maioria da população. Foi assim no 25 de Abril, que de todo não foi uma revolução * mas um golpe militar que teve um amplo apoio dos portugueses, especialmente nos grandes centros urbanos. Pelo contrário, confrontando as máfias económicas e as "famílias" que controlam o lugar, o PM ganhará ampla legitimidade pelo suporte do "povo", anulando e ridicularizando as ameaças dos militares, assim como o ruído feito pelos lobbys e pelas "famílias". Na verdade, confrontar e aniquilar os lobbys e as máfias que têm conduzido os portugueses à miséria, trata-se de um imperativo ético, não de uma opção ideológica ou política.


* a noção de revolução implica uma guerra civil.

Mensagens populares deste blogue

Das propinas

Nas três instituições que disponibilizaram os valores em dívida, a verba chega aos 3,6 milhões de euros. Na Universidade do Minho, Universidade Nova de Lisboa e Universidade de Coimbra há mais de 4500 antigos alunos em incumprimento. As universidades estão a cobrar uma taxa de juro de mora, aplicável às dívidas ao Estado, e cujo actual quadro legal fica em 1% ao mês, até um máximo de 7%. A Associação Académica de Coimbra defendeu um perdão de juros, mas a reitoria da universidade mais antiga do país recusa essa possibilidade . Mal ou bem os estudantes do ensino público disfrutam de um ensino subsidiado pelos contribuintes. O pagamento de propinas pode ajudar à clarificação do sistema de ensino superior em Portugal - onde existem cursos-lixo que seria bom para o país se desaparecessem definitivamente. Quanto aos juros, nos EUA, por exemplo, Obama está a tentar que os juros pagos pelos estudantes não voltem aos anteriores valores de cerca de 7% (exactamente!). Também está a zelar p...

Continuamos nesta? (II)

Os ajustes diretos deixaram de ser exceção para se tornarem regra. A acusação é de Reis Campos, presidente da AICCOPN, que garante: "Em 2011, 90,6% dos contratos celebrados foram por ajuste direto".  O recurso excessivo a esta forma de adjudicação "não garante a transparência" no setor, nem salvaguarda "o interesse público", alerta o presidente da Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas do Norte (AICCOPN). jn.pt

Até parece que se aproxima o Armagedão

Investors demanding high premiums for holding Italian and Spanish bonds as fears of double-dip recession grow . " F ears about the impact of savage austerity measures in  Spain  and  Italy "   " Shares in Madrid dropped by almost 3% to hit their lowest level since March 2009" "Shares were also much lower on Wall Street, where the fallout from Europe exacerbated fears that the US recovery is petering out"