Contra a democracia pervertida

M772397, imaginemos, é a referência de um objeto que vale 1.20€. O atual governo familiar obrigou o pequeno proprietário de uma loja de conserto de calçado a adquirir um programa informático, caro, que o trabalhador por conta própria não sabe manusear, que o vai obrigar a registar todo o stock anteriormente adquirido, um trabalho brutal que choca e impede o seu verdadeiro trabalho, e a registar, pela referência exata, cada vez que execute um ato que valha, por exemplo, 70 cêntimos. Entretanto a grande corrupção de Estado é aquilo que todos conhecemos e a escandalosa fuga aos impostos dos famigerados "hostais" e "alojamentos locais" contam com toda a compreensão (e quiçá solidariedade) do governo. Se acontecer a loja de conserto de calçado fechar devido a aberrantes exigências impossíveis de cumprir por um honesto trabalhador individual, e eu ficar sem o único sapateiro competente na minha cidade e arredores, espero, muito francamente, que um dia, não longínquo, surja uma espécie de ditador, ou ditadora, vind@ de dentro ou de fora, que proceda a uma limpeza geral que irradique a corrupção, a grande criminalidade e as grandes perversões, de forma liminar e exemplar.

Nota: um algoritmo é mais fiável e incorruptível que qualquer humano, não sendo necessário sequer comparar-se com casos limite onde toda a ordem política e jurídica é liminarmente corrupta. O "único" problema é serem humanos a criarem o algoritmo. No entanto existe a possibilidade de humanos bons o criarem, genuina e desinteressadamente, para bem universal.

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