“Sempre que vejo um polícia na rua penso que devia ter trazido a minha escova de dentes porque se calhar vou acabar outra vez na prisão”

Nadezhda Tolokonnikova é intensa. Fala rápido, mas sem descarrilar. Ri-se muito, com um nervoso miudinho. É uma pugilista das ideias. Talvez não pudesse ser de outra maneira, depois de ter sofrido “tortura psicológica” na colónia penal de mulheres IK-14, na Mordóvia, onde esteve vários meses a coser uniformes durante 16 horas por dia e a ver prisioneiras a serem castigadas por causa dela, porque “falava com advogados” (“dividir para reinar”, sintetiza). 

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