Estes "seguranças" são uns monstros e terá de ser alguém "capaz" a lidar com eles *

  • Nicol confessa que se tentou defender com pontapés e empurrões, chamou-lhe “filho da puta”. Diz que ele a agarrava, batia-lhe com a cabeça no chão e deu-lhe dois socos. Formou-se uma espécie de roda de pessoas à volta dos dois. Tânia explica que “a partir do momento em que as pessoas começaram a filmar, o segurança calou-se". Daniela, quando chegou perto da roda onde estava toda a gente a olhar para a agressão, percebeu que havia sangue. “A partir daí entrei em choque. Comecei a gritar e a chorar”, conta.

* daí o imperativo de um exército culto, ético - Ético! - e eficaz. Aliás a atitude da PSP, que não foi uma exceção, aponta como dever primordial a manutenção de umas Forças Armadas que sejam o garante último do Estado de Direito. Pessoalmente entendo que o serviço militar obrigatório, tanto para rapazes como raparigas, deveria ser reativado - a par da institucionalização efetiva da igualdade de género em todos os escalões hierárquicos das FA's e dos SEUS corpos especiais - e a constituição de múltiplas brigadas, tipo Seal norte-americanos, capazes de intervir em qualquer contexto, que tanto poderiam estar ao serviço das FA's como da GNR, que é uma força militarizada, que excecionamente poderá substituir-se à PSP em contexto urbano - pois tal não contraria o texto constitucional - tendo, para que tal mobilidade possa acontecer, de ser tutelada pelo/a CEMGFA, que reporta ao Presidente da República. Em casos-limite, o Presidente da República pode decretar o Estado de emergência e mandar o exército intervir internamente. Tal tem de ser retificado pelo parlamento no prazo de três dias, ou "logo que possível", sendo 15 dias o limite constitucional do "estado de sítio". Este é o caminho oposto do que preconizo e assim "não iremos lá": terão de ser as instituições internacionais, futuramente, em contextos que podem ser altamente complexos, a resolver os problemas de segurança internos de Portugal. Na realidade, forças exteriores terão, teoricamente, a imparcialidade e a "frivolidade" necessárias para atuarem com elevada eficácia.

O que se segue demonstra que as Forças Armadas portuguesas participam no "cancro" que corrói o país e não estão, de todo, em condições de protagonizar nenhuma mudança positiva, tendo esta de ser introduzida a partir do exterior (sublinhando-se que, nomeadamente, os países membros da UE possuem legitimidade para o fazer - em "casos extremos" em que os princípios fundamentais da União estejam em risco - e/ou a segurança do espaço europeu esteja em causa, sendo que Portugal se encontra num ponto estratégico relevante para a referida segurança comum, tal reportando, lógica e legitimamente, a todos os países europeus): "O Estado Maior-General das Forças Armadas pagou-lhe (*), em Maio de 2013, 53.574,33 euros (foi substituída em 2016 por outra empresa), de acordo uma investigação do PÚBLICO."


(*) à empresa de "segurança" que protagonizou a agressão terrorista contra a jovem Nicol.

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