O FANTASMA, A DEMANDA E O DESEJO

Mais precisamente, não há objeto do desejo mas objeto do fantasma sobre o desejo. O desejo não visa um objeto da necessidade mas aquele que tem relação com o sujeito do fantasma. Por isso o objeto nunca tem nada de real, sendo a projeção de uma parte desconhecida do sujeito, o que explica a assertiva de que as escolhas objetais revelam o que o sujeito não consegue perceber sobre si mesmo. Isso justifica o fato de que as relações amorosas não ocorrem entre duas pessoas, mas sim, entre dois fantasmas que permanecem juntos enquanto se complementam.

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