Lula em contagem regressiva para ser preso

Maioria do STF decide negar 'habeas corpus' que evitaria prisão do ex-presidente.


Nota: ficou-se com a ideia que o general arrastou a espada e a "ministra" (os membros do supremo tribunal federal são designados "ministros") votou contra a sua convicção, situação que não deixa uma imagem minimamente aceitável aos olhos do "mundo civilizado". Por outro lado o PT insiste em manter Lula como candidato [tem 35% nas sondagens *, mas seria bom que à conta das sondagens não seja o vale tudo, sendo certo que o atual presidente da república do Brasil - que não foi eleito - será pelo menos tão corrupto como Lula e a justiça, "até mais ver", não o persegue... Existem mais seis processos contra Lula, que já tinha ficado "chamuscado" no "Mensalão", pois não é de todo credível que Lula desconhecesse o "esquema". Por isso o próprio Lula não deveria apresentar-se como candidato. Se alguém diz que o apoio a Lula é "uma linha divisória", primeiro terá de demonstrar, consistentemente, que, incrivelmente, Lula era o único que desconhecia a perversão do "estado de direito" que foi o esquema do "mensalão" e que Lula é completamente inocente na liminar perversão dos interesses dos brasileiros subjacente à grande corrupção de Estado que fica patente no processo "lavajato". Sem isso, essas proclamações mais não passam de demagogia barata para apoiar Lula na mera base de uma identificação partidário-ideológica completamente acrítica. Acontece que a corrupção de Estado é um crime sobretudo contra os mais pobres, pois cria desigualdades extremas que não serão ultrapassadas nas próximas décadas e que mantêm os países subjugados e controlados por redes mafiosas de interesses pessoais e empresariais]. 

Nota 2: quando e se algum sistema de justiça demonstrar não ser imparcial, cabe ao poder político, eleito, mudar esse sistema de justiça, pois os sistemas de justiça mais não são que aparatos concetuais, concebidos para funcionalidades, para as quais, se se revelarem inadequados, têm forçosamente de ser reajustado ou, se necessário fôr, radicalmente modificados, eventualmente com substituição de todos os seus protagonistas. O sistema de justiça não se funda de todo em valores absolutos: isso seria um sistema teleológico, como o dos "aí-a-tólas" (ayatollahs) iranianos, que tem validade absoluta para eles (e validade zero para "nós")...

Um caso flagrante de um sistema de justiça totalmente pervertido é o que executa uma perseguição indecente e criminosa aos políticos catalães, que foram legitimamente eleitos. Trata-se de um dos casos em que não existe a menor possibilidade de reformulação a partir do interior do próprio sistema. Ou a Catalunha se torna independente ou, com outro poder político de cariz completamente diferente, eleito, todos esses juízes e juízas que promoveram a perseguição e prisão dos políticos catalães, legítimos representantes eleitos da Catalunha, terão de ser exonerados e julgados por "alta traição" e perversão liminar do Estado de Direito.

* entretanto, o candidato em segundo lugar, nas mesmas sondagens, mas muito longe de Lula, é um apoiante da sanguinolenta ditadura militar... @s militantes pela prisão de Lula parecem ser praticamente tod@s apoiantes do ex-regime militar, que cometeu crimes contra a humanidade, o que @s desqualifica politica e eticamente, por um lado. 

Por outro lado, Lula parece ter andado tão ocupado com as negociatas corruptas que se esqueceu de algo elementar: substituir as chefias militares por outras que lhe fossem fiéis. Se atualmente acontecesse um golpe militar no Brasil, da forma que o ódio e o ressentimento dominam o discurso político e o pouco que se ouve vindo dos militares, Lula e os partidos que o apoiam seriam eliminados em versão pinochetiana. Não é o caso, acreditam... mas o recente assassinato de uma vereadora de esquerda no Rio de Janeiro, que parece ter sido um assassinato encomendado pelos vereadores, ou por alguns vereadores da direita, mostra o real estado do Brasil. Nos países em que não existe uma "rede" como a União Europeia e que vêm de tradições ditatoriais, há que substituir as cúpulas de todas as forças armadas (e Lula teve mais que tempo para o fazer) por outras leais ao poder eleito. Caso tal encontre resistência, há que as estrangular financeiramente, ao mesmo tempo que se criam novas forças, com capacidade de neutralizar e levar à justiça as anteriores, caso decidam desafiar o poder eleito.

[tal conduz-nos à problemática das amnistias que foram inerentes ás "transicões pacíficas", que a atual realidade demonstra terem sido um erro crasso. Se na Alemanha os criminosos nazis foram julgados e condenados, no resto do mundo os dirigentes e torcionários fascistas, também o deveriam ter sido. As "amnistias" para os fascistas, para além de um erro crasso foram um insulto à memória das vítimas de regimes verdadeiramente terroristas e originaram democracias "mal paridas" (&)]

Já o atual presidente angolano (a problemática em Angola não é nem nunca foi ideológica, mas "simplesmente" de alta corrupção de Estado, com delapidação literal dos recursos do país, pela família do ex-presidente e outros "figurões" de Estado, como se de uma quinta privada se tratasse), muito oportunamente, substituiu as chefias militares, e seguidamente pôde, tranquilamente, fazer uma "limpeza" a todos os níveis, faltando ainda a aplicação da justiça, com a celeridade que se impõe, e o arresto dos milhares de milhões "sacados" ao povo angolano. A corrupção de Eduardo dos Santos e família - quando aparecer aos olhos do mundo na sua dimensão plena - fará Lula parecer uma criança que se contentou com um pacotinho de bombons (e se compararmos a corrupção de que Lula é acusado com a de que o ex-primeiro ministro português, José Sócrates, é suspeito, ver-se-á que Lula não passou de um mero amador: por isso as duras penas de prisão que pedem para Lula parecem ser uma retaliação política. Haveria também que comparar as penas pedidas para Lula com as penas que grandes criminosos de sangue, os monstros facínoras, têm apanhado no Brasil...).

(&) no sul da Europa, ou em parte dele, "américa latina" e basicamente nos países anteriormente designados como "terceiro mundo". Quando os países não querem ou não conseguem levar a julgamento os ex-facínoras de Estado, tem de ser a "comunidade internacional" a fazê-lo, para impedir que o mundo se torne um lugar em que os criminosos podem impôr amnistias para si mesmos, assim como uma série de privilégios de Estado, como o monstruoso Pinochet fez, no Chile, suportado pelo mesmo exército que praticou crimes contra a humanidade que ficaram impunes, numa inapagável vergonha para a mesma "humanidade", tendo a Inglaterra a responsabilidade principal pelo criminoso Pinochet não ter sido detido e julgado, pois o juíz espanhol Garzón emitiu um mandato internacional de captura, quando o velho ditador se encontrava naquele país, que decidiu não o acatar, deixando o velho facínora voltar para o Chile, onde foi recebido com honras militares - um autêntico nojo!

Pós-notas: o Brasil não pode contar com a Europa para receber os brasileiros que procuram escapar ao caos e violência. Portugal tem de ter consciência que em caso de colapso da união europeia todos os brasileiros que entraram no espaço Schengen, assim no resto da Europa, com um visa emitido por Portugal, serão "recambiados" para o lugar. É isso que consta nos tratados europeus assinados por Portugal. Se em relação ao Brasil poderá ser uma situação problemática, já em relação aos romenos que polulam Portugal (não estou exatamente a pensar naqueles que trabalham oito ou mais horas por dia), só em caso de atuação com dano, por parte do legislador, é que terão nacionalidade portuguesa (ninguém foi mandatado para atribuir a nacionalidade portuguesa ao fim de cinco anos e, para além de ser caso único na EU e talvez no mundo, constitui claramente um abuso de poder, para não falar em "crime lesa pátria", por se tratar de uma terminologia com a qual não me identifico), pois tal nem está previsto nos tratados nem constitui um direito ao abrigo da liberdade de circulação de pessoas e bens, consagrada aos países membros da UE, sendo a atribuição da nacionalidade, ou a liminar impossibilidade de a conseguir, competência exclusiva dos países.

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