Ao Angosat 1, segue-se o Angosat 2 e por aí fora...

O Angosat-1 foi lançado, a 26 de dezembro de 2017 e comemorado com fogo-de-artificio em Luanda. Mas foi sol de pouca dura, porque um dia depois do seu lançamento as autoridades russas anunciavam a perda de contato com o aparelho.
Em fevereiro deste ano, a vigilância espacial da Força Aérea dos Estados Unidos alertou que o tanque do propulsor do Angosat-1 tinha explodido.
A existência ou o funcionamento do satélite têm sido postos em causa por muitos angolanos. Alguns chegam inclusive afirmar que se trata de "mais uma mentira do Governo angolano". 
Claudio Fortuna, investigador da Universidade Católica de Angola, entende que a falta de informação dá asas à especulação.
"24 horas depois [do lançamento] a comunicação social estampou a notícia, segundo a qual o Angosat-1 tinha alguns problemas de funcionamento. Mas as autoridades locais asseguraram que não era bem verdade. O que é facto é que, volvido esse tempo todo, parece que a especulação que surgiu depois do seu parto tem razão de ser, porque o Angosat não está a corresponder às espectativas", avalia.
André Kivuandiga jornalista angolano do jornal Nova Gazeta comunga da mesma opinião. 
"Ainda continuamos a ter aquelas dúvidas, que têm surgido na imprensa russa, de que o Angosat-1 às vezes desaparece e o Governo aqui apenas limita-se a desmentir, nunca dá informação correta. Isso levanta algumas suspensões. As pessoas questionam se isso mesmo é real"

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