Richard Goode

Interpretou a suite inglesa n°6, de Bach, de forma impressionantemente singularizada, a sonata n° 31, de Beethoven, de forma impactante, e, na segunda parte, o segundo caderno dos Prelúdios, de Debussy, de forma mágica. Ofereceu ainda (se não estou em erro) um Scherzo, de Chopin, numa interpretação poética e arrebatadora, que, depois da transcendental sequência de peças que são os prelúdios, interpretados da maneira que Goode os interpretou, causou, de certa forma, uma espécie de "recaída", mas a realidade é que depois de Debussy, o pianista ou interpretava uma obra mais contemporânea, Messiaen, por exemplo, ou um dos "Klavierstücke" do Stockhausen, ou recuava na história. E decidiu por esta última opção, que, previsivelmente, seria mais do agrado da generalidade do público. Além de que não ofereceu propriamente uma "peçazinha" como "encore". Isto não é nem pretende ser uma "crítica" ao recital, como se deduzirá facilmente, mas uma homenagem a um grande pianista, que já tinha tido a felicidade de escutar há muitos anos.

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