Quantas dezenas de mil milhões os bancos já levaram em Portugal à conta da história da carochinha do "risco sistémico"? *

E quantos banqueiros e administradores de grandes empresas estiveram detidos, sem ser em casa, e tiveram os bens confiscados, por gestão danosa e outros crimes contra o interesse público? Só um? Bem me parecia...

* as grandes empresas vivem de rendas do Estado, em versão PPP ou em versões que resultam no mesmo, que os governos não tiveram coragem, ou não quiseram tocar, e isto deixa muito para ser investigado futuramente pois não há justificação para as coisas não serem alteradas. E os regimes especiais de impostos que, por exemplo, a EDP disfruta, não é  absolutamente insultuoso, ainda mais recebendo as rendas, também insultuosas, que recebe? Como é possível que tudo continue na mesma? Como é possível que um governo, alegadamente de esquerda, com amplo apoio, revelado pelas sucessivas sondagens, não coloque um termo a este insulto, que coloca Portugal como o país mais desigual da Europa? (deve ser a mesma lógica de Lisboa, cidade unicamente para ricos e turístas, ou para turístas, para aquel@s que os alojam e que enriqueceram com isso, e para os administradores das "empresas rendeiras"...)

Nota: há sempre um motivo naquilo que aparenta ser ou incompreensível ou de liminar incompetência. O facto de não existir já uma bitola europeia, que permita a ligação ferroviária do país ao resto da Europa, tem fortes motivos que bloqueiam algo mais que evidente. Investigações futuras farão luz sobre o porquê de manter o país isolado do resto do mundo. Nada acontece por acaso.

"Os banqueiros ainda andam à solta e vão continuar até morrerem apesar de um prejuízo de 17 mil milhões de euros * enquanto uma mulher que roubou um batôn foi condenada e presa. Um juíz ** quer nos fazer convencer que aceitou 700 mil euros "adiantados" para ir trabalhar para Angola e não para arquivar processos. Dá para rir mas também para chorar."  (nos comentários à entrevista) 

* Em 2015 já tinha sido mais de vinte mil milhões


** quereria escrever, talvez, no caso específico, "procurador"...



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