“Vader” (Pai)

Os Peeping Tom fecharam o GuiDance 2018 com esta obra, determinada por uma concepção e estruturação "tradicionalistas", onde as fronteiras performers/público são delimitadas da forma "clássica" (o palco dentro do palco e a esfregona a passar por cima das cabeças do público das primeiras filas, nem constituem "novidade' - a arte não tem de ser, nem consegue ser, permanente inovação - nem quebram a delimitação clássica), não sendo tal nem mau nem bom por si mesmo. O tema é absolutamente pertinente numa Europa a envelhecer rapidamente, estando evidente uma mensagem "moralizante", entrecortada por um acutilante "humor negro". Sendo um trabalho interessante, não senti a força impactante de uma Pina Bausch ou a poiesis de uma Anne Teresa De Keersmaeker, embora tenha sentido a influência de ambas. Assinale-se que não é fácil escapar-se ás suas "marcas"...

Mensagens populares