o esquema que tirou 615 milhões do BES em Angola (+ 38 milhões da Sonagol + ...)

Fuga de informação expõe métodos usados com sociedades offshore. Álvaro Sobrinho suspeito de desviar milhões de dólares. Banqueiro deu ordens para levantamentos de milhões em numerário. Buraco em Angola foi decisivo para queda do BES

A Sonangol está a acusar Isabel dos Santos de ter autorizado a transferência de 38 milhões de dólares da petrolífera angolana para o exterior dias após a sua exoneração enquanto presidente da empresa, diz a Bloomberg. De acordo com o atual chairman da Sonangol, Carlos Saturnino, o dinheiro teve como destino uma empresa no Dubai, a Matter Business Solutions DMCC, tendo a anterior presidente da Sonangol usado o banco português BIC para concretizar estas operações. O ECO tentou obter esclarecimentos junto da empresária, mas sem sucesso. Também não foi possível obter resposta por parte do BIC. Ao todo, foram identificadas pela petrolífera do Estado angolana mais de 36 faturas por serviços não especificados, entre os dias 2 de novembro e 19 de novembro, submetidas pela Matter Business ao BIC, banco controlado em parte pela filha do antigo Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos

A Sonangol, petrolífera estatal angolana, pagou entre maio de 2016 e novembro de 2017, 135 milhões de dólares (110 milhões de euros) com consultores.




Rafael Marques: “O Presidente fez algumas exonerações corajosas. Fez algumas nomeações que confirmam a tese de que nada mudou”, diz, acrescentando que as alterações movidas por João Lourenço não passam de uma “reconstituição do anterior regime”. “O sistema de Justiça é precisamente onde todas as alterações e nomeações indicam a manutenção do status quo”. Continuamos a ter uma Justiça que é uma aberração

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