Credibilidade?! Qual credibilidade?

Estes dois (Rangel e Galante) andaram a vender sentenças desde sempre, pois "desde sempre" são juiz@s. Agora, que toda a gente sabe que não passam de vendedores de sentenças, o CSM "descobriu" que eles colocam em causa a credibilidade... Mas qual credibilidade, se sujeit@s dest@s não só chegaram facilmente a juíz@s da relação, como, se não fossem as denúncias da imprensa, teriam chegado ao STJ (a vaga continua lá...)? Fora @s outr@s - e tantos, tantos casos sem investigação séria e tantos, tantos arquivamentos...

Convencionou-se que haveria separação entre poder político e poder judicial. As convenções são pressupostos teóricos, adotados, que têm tanto valor "absoluto" como as "verdades" do bruxo zandinga.  

Estes casos - estamos a falar de juízes que só não chegaram (...) ao STJ porque a imprensa os denunciou (para não falarmos em casos de incompetência e /ou negligência grosseiras) - que não se sabe se foram casos absolutamente excepcionais ou correspondem a uma prática generalizada, porque não existe investigação e não se pode afirmar, com honestidade, que outr@s juíz@s em outros casos, absolutamente desconhecidos da comunicação social e do público, não tenham feito o mesmo, demonstram, que o facto d@s magistrad@s terem um Estatuto e, nomeadamente, um regime de aposentação, que @s coloca acima dos outros cidadãos (assim como acontece com todos os titulares de "órgãos de soberania", titularidade esta que deveria ser exclusiva do PR e pouco mais), não evita que sejam corrompid@s, sendo que o objetivo desse Estatuto, e de todos os privilégios que lhes são concedidos, são fundamentados exatamente por esse pressuposto. Fundamentos se vê ser em liminarmente falsos. Estar a fazer comparações, para defesa do atual "status quo", com países "ultra-avançados" e "ultra-diferentes", como a Austrália, ou, para alertar para os "enormes" perigos de se alterar o "status quo", com países muçulmanos, como a Turquia, ou países que passaram por vários e profundos traumas históricos, como a Polónia e a Hungria, países que, em comparação com Portugal, chegaram recentemente à UE, não é somente pura demagogia: é fazer as pessoas de idiotas, assim como o "esquecimento" dos EUA, que não podem ser ignorados quando se fala de sistemas jurídicos em democracia, onde o presidente, que é o poder executivo, pode demitir e substituir os procuradores, ainda que haja uma tradição de não interferência, que o atual presidente está a tentar quebrar.

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