Não há "dispositivo" que proteja as sociedades dos grandes perversos
O homem, que usava pulseira eletrónica, é suspeito de ter assassinado a mulher depois de a ter convencido a ir ter com ele, “sob um falso pretexto”, sem o dispositivo que aciona o alarme da pulseira.
Nota: a pena de morte não tem que ver com a mentalidade do "olho por olho, dente por dente": se fosse isso teria de ser precedida de tortura, pois boa parte desses bandidos não merecem uma morte rápida. Os otomanos, por exemplo, preocupavam-se em manter saudáveis aqueles que condenavam à pena de morte, para resistirem o mais tempo possível, empalados, numa morte lenta à vista de todos. Isso é que é o tal "olho por olho, dente por dente". É certo que os otomanos aplicaram frequentemente esta forma de morte a alegados "opositores", se é que o termo terá algum sentido naquele contexto, ao sultão e até aos vários califas, que não admitiam disputas ao seu poder e pretendiam dar "exemplos". Se pensarmos na pena que os espanhóis querem aplicar aos representantes legítimos dos catalães, por alegada "rebelião", quando se sabe que rebeliões em Espanha significa guerra civil com muitos milhares de mortes, não estamos longe da "ideologia" do "castigo exemplar" dos otomanos. A pena de morte nas sociedades contemporâneas, quando aplicada a grandes criminosos que constituirão sempre uma ameaça pública, tem a ver com a proteção das pessoas, que é a obrigação mais básica do Estado, não com a "ideologia" do "exemplo" ou com um alegado desejo de vingança. O facto do estado espanhol ameaçar os eleitos pelos catalães com 30 anos de prisão, isso sim, é o exemplo maior, no "ocidente" contemporâneo, do "castigo exemplar" dos otomanos, em plena união europeia, com a cumplicidade das suas instituições, o que não augura um futuro brilhante para a própria UE.
Nota: a pena de morte não tem que ver com a mentalidade do "olho por olho, dente por dente": se fosse isso teria de ser precedida de tortura, pois boa parte desses bandidos não merecem uma morte rápida. Os otomanos, por exemplo, preocupavam-se em manter saudáveis aqueles que condenavam à pena de morte, para resistirem o mais tempo possível, empalados, numa morte lenta à vista de todos. Isso é que é o tal "olho por olho, dente por dente". É certo que os otomanos aplicaram frequentemente esta forma de morte a alegados "opositores", se é que o termo terá algum sentido naquele contexto, ao sultão e até aos vários califas, que não admitiam disputas ao seu poder e pretendiam dar "exemplos". Se pensarmos na pena que os espanhóis querem aplicar aos representantes legítimos dos catalães, por alegada "rebelião", quando se sabe que rebeliões em Espanha significa guerra civil com muitos milhares de mortes, não estamos longe da "ideologia" do "castigo exemplar" dos otomanos. A pena de morte nas sociedades contemporâneas, quando aplicada a grandes criminosos que constituirão sempre uma ameaça pública, tem a ver com a proteção das pessoas, que é a obrigação mais básica do Estado, não com a "ideologia" do "exemplo" ou com um alegado desejo de vingança. O facto do estado espanhol ameaçar os eleitos pelos catalães com 30 anos de prisão, isso sim, é o exemplo maior, no "ocidente" contemporâneo, do "castigo exemplar" dos otomanos, em plena união europeia, com a cumplicidade das suas instituições, o que não augura um futuro brilhante para a própria UE.