A expressão "mega-processo" parece pecar por defeito quando aplicada ao processo "Operação Marquês"
os fluxos financeiros analisados pela investigação revelam ainda a "canalização para um dos arguidos", que será José Sócrates, "de todas as verbas arrecadas nas várias matérias em investigação para a mesma conta e depois, a partir deste todo, começar a utilizar essas mesmas verbas em seu proveito ou de terceiros, para os quais decide a sua atribuição". Além da tal canalização para um dos arguidos, a inspecção tributária afirmou ter apurado a "repartição de 55 milhões de euros" por cinco arguidos entre 2010 e 2012, assim como a distribuição de 35 milhões por quatro arguidos nos anos 2007 a 2009.