Tanque desgovernado

Terão sido os tropas que juraram bandeira a ajudar os malfeitores? As altas patentes militares contorceram-se, o ministro da Defesa condescendeu. O grau de sofisticação do furto é atordoante. "Muito profissional". Mas depois voltamos atrás na fita: cortaram uma rede, não havia ninguém a vigiar durante horas a fio, a videovigilância estava desligada. Muito profissional em quê?


Nota: se fossem assim tão "profissionais" teriam levado os mísseis, que valem milhões, ao contrário do material roubado que é, segundo afirmam os próprios militares, de pouco valor. Os militares que tanto gostam de usar expressões enfáticas, como "sagrado", independentemente da escassez de meios, têm a obrigação "sagrada" de guardar com eficácia armamento que pode ser letal para os contribuintes que lhes pagam os honorários e mantêm a instituição, pervertendo completamente o sentido e a própria razão da existência da instituição militar. Se o roubo foi usado para encobrirem material que tinha entrado e saído sem ser registado, ou material que tinha sido roubado anteriormente, como avança o JN de 13 de julho, está-se perante um crime de "alta traição", utilizando a terminologia teatral usada por alguns militares. Tod@s @s que assistiram à entrevista de uma das "altas-patentes" que convocou (e desconvocou) uma "deposição das espadas", concluiu pelo menos duas coisas: 1) há gente neste país que se reforma com uma aparência invulgarmente jovial 2) a conversa (para quem conhece) é típica do psicótico, que fala em "amor", "honra", pensa que sabe tudo e até se deu ao trabalho de oferecer @os entrevistador@s uma explicação anedótica, de chorar a rir, da forma como ele imagina que funciona o cérebro (pois para ele, @s jornalistas, que até ignorarão Damásio e outr@s... necessitam da sua infinita "sabedoria"). Para não falar da parte em que quer falar diretamente para a câmara que está a transmitir em direto, num discurso alucinante, em que até evoca @s própri@s filh@s, dirigido aos/ás portugueses/as (no fundo ele estava-se a propôr como o tipo que vai meter toda esta podridão na ordem...), que assim pelo menos tiveram a oportunidade de perceberem o que andam a pagar. 

A klashnikov que matou o jovem inspetor da PJ, João Melo, foi vendida por um traficante militar, um asqueroso verme, um bandido, imensamente pior que qualquer terrorista, que num lugar verdadeiramente justo seria condenado à pena capital, juntamente com os outros cúmplices.

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