Cúelho da Tecnoforma, ex primeiro-ministro

Lança-se ao ataque contra a redução dos subsídios estatais ao negócio do ensino privado... Seria de espantar que alguém que criou cursos de formação totalmente inúteis, só para "sacar" o "dinheirinho" dos fundos comunitários, não aparecesse agora como o grande arauto e defensor do negócio do ensino privado (à custa do dinheiro público, claro)? De espantar é que os "media" não informem dos vários processos-crime contra grupos do negócio do ensino privado e do que neles estava envolvido; que não relembrem a universidade privada que foi fechada compulsivamente nomeadamente por estar envolvida em tráfico de droga e lavagem de dinheiro; que não "tragam à baila" os diplomas "emitidos" pelo Instituto Piaget de Macedo de Cavaleiros (também encerrado compulsivamente), com "passagens" e equivalências "impossíveis", uma trafulhice que favoreceu os mais ignorantes entre os ignorantes, "dando-lhes" de diplomas de licenciatura, rápida e facilmente, com "saltos" ilegais (por exemplo, "saltar" do 3º ano do curso de educadores de infância para o 4º do curso de formação de professores de música para o 2º ciclo é como "saltarem" do 3º ano do curso de enfermagem para o 4º do curso de medicina), com grande prejuízo daqueles que em universidades públicas de "primeira água" finalizaram as suas licenciaturas mais tardiamente, devido ao rigor, exigência e profundidade, exigidas nas instituições públicas prestigiadas [uma "liberdade de escolha" totalmente perversa pois nestes casos serviu simplesmente para alguns sujeitos "adquirirem" os diplomas que necessitavam nas instituições onde sabiam que lhes possibilitariam dar esses "saltos" - que permitiu a vários "chicos-espertos" inscreverem-se em doutoramentos em Espanha e simultaneamente, via "bons contactos", ocuparem lugares (como assistentes convidados, onde atualmente serão pelo menos professores auxiliares) no ensino superior público, o que é uma absoluta e liminar perversão de tudo o que se pretende num sistema de ensino superior suportado pelo Estado] - tudo isto possível graças à tão proclamada "liberdade de escolha" (e, claro, à autonomia das universidades e dos coordenadores dos departamentos...), da qual Passos Coelho se constitui o principal arauto.

"Os Contratos de Associação destinam-se apenas a suprir as necessidades dos locais onde não exista Escola Pública, não servindo para acolher Alunos que provenham de locais onde esta existe, nem servem para satisfazer os caprichos das famílias que não gostam que os seus filhos frequentem a Escola Pública,"

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