Ilegitimidade e injustiça

Não menos evidente é a ilegitimidade e a injustiça de o Estado financiar uma pequena percentagem de escolas privadas em regiões em que o próprio Estado assegura, com o dinheiro de todos nós, uma oferta que satisfaz por completo as necessidades locais, garantindo o acesso universal e gratuito à educação básica.

Há ainda 17 milhões de euros para os colégios que mais concorrem com as escolas públicas

É simplesmente "pornográfico": enquanto alguns grupos de colégios privados têm recebido (e muitos continuam a receber, apesar dos "cortes") milhões de euros anualmente, dados pelo Estado, o Salão Nobre do Conservatório de Música de Lisboa (anteriormente Conservatório Nacional)  continua seguro por estacas, para não desabar, e várias salas de aula não podem ser utilizadas porque os  respetivos tetos estão a cair aos pedaços!

 A escola privada é um negócio e tem o direito de o ser. A escola pública tem o dever de não o ser. A escola privada pode seleccionar os mais endinheirados, por exemplo. A escola pública aceita todos. A escola pública esforça-se por dar a todos uma oportunidade e por promover os menos afortunados. A escola privada gosta de campeões e escolhe os que o podem ser. A escola privada reproduz um sistema de castas que a escola pública tem como missão destruir.

Comentários

Mensagens populares