O Perigoso tem 11 anos e prepara-se para ser presidente

É filho de uma ligação extraconjugal do presidente da Bielorrússia, Alexander Lukachenko. Tem 11 anos. Chama-se Nicolai e, apesar de ser o filho mais novo de Lukachenko, que dirige a Bielorrússia com mão de ferro desde 1994, especula-se que venha a suceder ao pai, embora o presidente tenha dito que não numa entrevista à BBC e ao Independent em 2012. "Juro que nunca pensei nisso. É um disparate absoluto!", declarou Lukachenko, notando ser necessário uma pessoa ter 35 anos para "se apresentar a voto e ser eleito". Significava isto, segundo aquele que é considerado o "último ditador da Europa", que ele teria de permanecer no poder mais 30 anos. Para já, preocupou-se ontem em ser reeleito para um quinto mandato consecutivo numas presidenciais em que enfrentou três candidatos sem quaisquer hipóteses de vitória. A justificação para a presença quase constante de Kolya, nome por que é conhecido Nicolai, é simples, diz Lukachenko: o filho é tão próximo dele que não consegue adormecer sem ver o pai e faz "uma birra" sempre que viaja sem o levar consigo. O que é certo é que numa visita em 2011 à Venezuela disse em resposta à saudação efusiva de Hugo Chávez que "daqui a 20 ou 25 anos estará aqui alguém para continuar a nossa cooperação". Ao lado estava Nikolai e num momento anterior Chávez realçara o facto. Não é somente nas viagens ao estrangeiro que Nikolai nunca deixa o lado do pai. Na Bielorrússia já terá participado em Conselhos de Ministros e é presença frequente em cerimónias oficiais e outros atos públicos: participou, por exemplo, num desfile de motards na capital, Minsk, em 2009, e, vestido com uniforme militar e com ar concentrado, tem sido visto a observar manobras militares. O tema parece não deixar indiferente o jovem Kolya, que, com apenas 5 anos, quando Dmitri Medvedev lhe ofereceu uma pistola revestida a ouro e depois de o pai lhe ter dito que não é todos os dias que se recebe um presente daqueles e logo de um líder russo, retorquiu: "Mas não está carregada." Afinal, fora o pai a referir-se a Nikolai, quando este tinha 3 anos, como alguém "especial".

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