O caso John Partridge

Sob o pseudónimo, Jonathan Swift, o consagrado autor de As Viagens de Gulliver, publicou o almanaque Predições para o ano de 1708, no qual anunciava a morte do seu principal rival no mundo da astrologia, John Partridge. O boato correu o mundo – não se falava de outra coisa, uma vez que não era costume os astrólogos preverem com tanta certeza a morte de alguém famoso. O panfleto chegou mesmo a ser queimado em público pela Inquisição portuguesa. A 30 de Março de 1708 surgiu outro panfleto anónimo. O autor dizia que tinha conversado com o astrólogo John Partridge no leito da sua morte e que às 7h05 de 29 de Março, tal como tinha sido previsto, tinha morrido. Ninguém ficou mais surpreendido com a notícia do que o suposto morto. O problema é que, apesar de se ter apressado a desmentir, ninguém acreditou nele. Os seus leitores apressaram-se a fazer vigílias nos arredores da sua casa e a sua carreira acabou. Teve que deixar de publicar o seu famoso almanaque por falta de vendas e morreu em 1715, ainda a tentar explicar às pessoas que ele era o verdadeiro John Partridge e não um impostor.

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