Os monstros

Femicídio, praticado pelo parceiro, representa 80% dos casos de morte de mulheres. tvi24.iol.pt

Nota: Freud dizia que o ciúme é uma das manifestações do desejo homossexual em destruir a relação heterossexual. Olhando para o Portugal atual só podemos dar razão a Freud.

Perversamente, e não somente pelos seus hábitos de risco - como o piloto que arrasta para a morte, que recusa assumir anónima e solitariamente, cento e tais pessoas, ás quais, na linha do típico assassino em série, decidiu impor-se como decisor da hora e forma da morte - o homossexual pode colocar, por sistema e não por conjuntura, os outros em risco, ainda que a generalidade não possam ser assimilados, arbitrariamente, ao caso do piloto assassino de massa. No limite uma "sociedade homossexual" conduziria à extinção da espécie, mesmo que isso correspondesse a uma espécie de "justiça cósmica"... ou à "direcionalidade" do "ser" no tempo. O facto de conhecidos homossexuais se oporem liminarmente à "co-adoção gay" dá-nos conta que a mentalidade e a conceptualização entre os próprios homossexuais não são uniformes, independentemente da polémica em si. Da mesma forma que nem todos os homossexuais pensam que todos os outros homens o são, ou são mas "fazem-se difíceis", psicose típica da generalidade dos homossexuais.

O facto dos tugas matadores de mulheres terem cumprido funções reprodutoras, podendo dar força ao argumento que não colocam a espécie em risco (caso a perpetuação da espécie seja um argumento forte), enfatiza a demonstração da aberração. Lacan inventou a teoria da correspondência do comportamento com a "estrutura psíquica" do sujeito para abrir campo à aceitação dos homossexuais, mas isso diz respeito unicamente aos "passivos", não aos "ativos" nem aos que "vão a tod@s", o que denota a complexidade de ultrapassar Freud pelo lado "politicamente correto". A questão seria facilmente equacionável se cada um estivesse "na sua", como vulgarmente se imagina. A realidade demonstra que as coisas não se passam dessa forma "sensata" e inócua e alguém tenta impôr as suas opçôes, demonstrando uma mentalidade totalitária e perversa. Perversa na medida em que explora até ao limite a ideia de discriminação, quando em alguns meios específicos a discriminação acontece no sentido inverso em relação à "discriminação standard", sendo promovida por quem conhece amplamente os meandros do poder, que de maneira executiva ou opinativa (ou ambas) exerce. A subjetividade do gosto, no mundo da arte, adequa-se maravilhosamente a isto... O facto das sociedades ocidentais, e não só, terem institucionalizado a homossexualidade demonstra demonstra a "neutralidade" das pessoas em relação ás opções pessoais, mas essa "neutralidade" partiu do pressuposto que a liberdade dos heterossexuais jamais seria minimamente beliscada e muito menos coagida.


& Atualmente muitos "larilas" tugas, nomeadamente labregos (ex?)"trolhas' e (ex?)"proletários" (a "ralé" de Arendt) que conseguiram passar-se para a "classe média", seja lá o que isso fôr, atuam ao nível da pura animalidade, onde se cruzam as aberrações imaginadas por um Fassbinder, desprovidas da estetização e reduzidas ao animalesco mais básico e asqueroso. Toda e qualquer polémica trancende a natureza de gente desta. Da mesma forma que não basta ser progenitor para se ser pai ou mãe, não basta andar na posição vertical para se poder ser considerado um ser humano. A "Carta sobre o Humanismo" propôe uma atitude contemplativa que não foi neutral no contexto histórico em que tem de ser lida e interpretada, já que foi a justificação "a posteriori" de quem, impassível e serenamente, como um mero espetador, assistiu ás atrocidades. No mundo de hoje é necessária uma ideologia que nos afaste do pântano politicamente correto, que é responsável por uma infinidade de vítimas. Da mesma forma que o progenitor que viola os filhos não pode ser considerado pai, o sujeito que viola e mata outros seres humanos não pode ser considerado um ser humano, tanto mais que estamos no domínio de meros conceitos. O direito penal português parte de dois pressupostos errados: o de que todo ser humano é recuperável, que é liminarmente falso, e o de que todo o homem é um ser humano, pressuposto que a história da humanidade tem contraditado.



No caso específico do lugar existirão responsabilidades relevantes das mulheres no estado a que isto chegou? Penso que as portuguesas, tão perspicazes em tantos casamentos de conveniência, (sempre por amor, claro...), tão abertas "lá fora", e "cá dentro", com quem lhes parece "conveniente", devem ter responsabilidades na decadência do lugar, mas, numa sociedade dominada por "machos ainda que larilas", trata-se de uma análise complexa. Estou convencido que o nível de apodrecimento a que o lugar chegou não teria acontecido sem a cumplicidade das mulheres. De resto nos casos recentes de grande corrupção de Estado, e em toda a corrupção e bandidagem no lugar há sempre mulheres envolvidas, nem que seja pela proteção e encobrimento dos criminosos. Sendo maioritárias na justiça é pena que só agora tenham começado a dar sinais de mudança, numa justiça que só funciona para quem tem dinheiro, cujos protagonistas não são sujeitos a qualquer avaliação consistente e independente. Apesar dos avanços recentes da justiça, protagonizados pela primeira PGR (até agora só tinham sido homens), não sabemos se serão suficientes, consistentes e consequentes, e se conduzirão a uma inversão da espiral de apodrecimento e decadência do lugar. Mesmo que o fossem os indicadores que nos chegam do ensino obrigatório * não fazem prever um futuro brilhante para o lugar. No entanto, numa sociedade machista (será que os tais "machos latinos" são basicamente uma cambada de larilas desesperados, cada vez mais desesperados e asquerosos com o passar dos anos, e muitos não passam de "passionais" larilas violadores e assassinos? &), a responsabilidade fundamental é dos homens, que dominaram todas as estruturas de poder e transmissão do mesmo. Os ataques ás mulheres, "passionais", "por ciúmes", têm de ser exemplarmente reprimidos e penalizados criminalmente, até porque os seus agressores não são na generalidade recuperáveis e constituirão sempre uma ameaça real para as pessoas que eles entendam terem um "vínculo" com eles.

Há  concerteza sociedades a desaparecer, onde os déspotas e os corruptos que as governam se estão nas tintas para isso, já que só conta o seu interesse próprio e da clique que os cerca. Não me estou a referir somente a África ou à Síria, onde um déspota no poder levou à morte 200 mil pessoas com a leveza de um genocída, mas não é isso que desejava tratar aqui. No entanto não deixam de ser curiosos alguns pontos de contacto não expectáveis à partida.

* Queixas por violência no namoro em meio escolar aumentam em 50% num só ano. Publico.pt, 12.4.15

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