A crise humanitária no "país dos paradoxos"

“Os suicídios aumentaram em cerca de 43% quando comparado com os anos antes da crise”
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A Grécia é o país dos paradoxos. Na tentativa de conseguir dinheiro onde quer que ele possa aparecer, surgem taxas e impostos. Um exemplo: os hospitais cobram uma taxa de parto. Depois de histórias de grávidas a correr de hospital em hospital tentando encontrar um em que não tivessem de pagar antes do parto, surgem relatos de exigência do pagamento dos cerca de 300 euros antes que seja dada alta ao bebé. Mas ao mesmo tempo, muitas mães abandonam os recém-nascidos nos hospitais por não terem como os sustentar (o aumento de recém-nascidos abandonados de 2011 a 2014 foi de 300%).
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Uma família contou, numa reportagem da revista Vice, como tem o filho na escola em aulas nocturnas para que ele possa estudar de dia e não tenha de o fazer à luz de velas. Em casa, todos estão vestidos com sobretudos porque não há aquecimento (o Inverno é rigoroso na Grécia, especialmente na parte continental). A insulina do pai diabético é arrefecida na varanda no Inverno. No Verão, logo se vê.

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