Da costumeira pornografia que arruinou o lugar

José Sócrates usou o seu amigo e advogado pessoal Proença de Carvalho para condicionar a Entidade Reguladora da Comunicação Social (ERC) contra o Correio da Manhã. Estavam em causa várias queixas de Sócrates sobre as investigações jornalísticas do CM à sua estadia em Paris e a contratação pela multinacional farmacêutica Octapharma. O CM sabe que no início de 2014, Proença de Carvalho marcou reuniões no seu escritório com o presidente da ERC com o objetivo de obter uma reprovação unânime deste órgão regulador dos media ao CM. A deliberação da ERC estava em fase de análise e Sócrates lembrou ao advogado que Magno lhe devia muito. As pressões – que encaixariam nos indícios do crime de atentado contra o Estado de direito se Sócrates estivesse a exercer cargos públicos – resultam, segundo várias fontes, das escutas telefónicas do processo ‘Marquês’. Carlos Magno chegou a assumir, numa reunião do conselho regulador, que o próprio Sócrates lhe tinha telefonado para discutir a queixa contra o CM. Magno absteve-se e fez uma declaração de voto, mas a censura da ERC à atuação do CM foi aprovada.

José Luís Arnaut, advogado que foi ex-ministro e ex-deputado do PSD, desempenhou um papel decisivo no empréstimo de 835 milhões de dólares (cerca de 720 milhões de euros) que o Goldman Sachs concedeu ao BES, no verão de 2014, semanas antes do colapso financeiro do banco liderado por Ricardo Salgado. Nessa altura, o BES já evidenciava dificuldades financeiras e Arnaut trabalhava, desde 2014, no banco norte-americano como membro do conselho consultivo internacional


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