O mirandês que enfrenta os seus males com buona cara

Até chegar a Lisboa para tirar o curso superior de Direito, Amadeu Ferreira quase não se exprimia em português: "Aprendi a falar corretamente já em adulto... Na escola primária era obrigatório falar português, mas eu não dizia grande coisa. Já no seminário, em Bragança, era muito troçado pelos outros miúdos, pela forma como trocava as vogais: quando eram abertas eu dizia fechadas e quando eram fechadas eu dizia abertas..." Em Sendim, vila de Miranda do Douro onde nasceu e passou a infância, toda a gente falava em mirandês, língua em que começou a aventurar-se na literatura.

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