Morreu René Burri

René Burri (Zurique, 1933) deixa um importante corpo de trabalho ligado a assuntos de actualidade que começou a ganhar forma logo que se tornou correspondente da agência Magnum, em 1956 (só se tornaria membro efectivo em 1959). Ao serviço desta cooperativa, o fotógrafo suíço captou praticamente todos os conflitos da segunda metade do século XX. As guerras tornaram-se um dos seus principais sujeitos e a ética com que as fotografou (evitava imagens de violência gratuita) foram um dos seus principais legados. Ao longo de mais de 50 anos de fotografia, Burri procurou os rostos que tinham o poder de mudar o rumo da história (Guevara, Churchill), as expressões dos que tinham talento reconhecido (Picasso, Maria Callas, Le Corbusier) mas também dos que fazem o frenesi das ruas, numa tentativa de demonstrar que, afinal, vivemos todos “num único mundo”, um dos seus lemas de vida. “Enquanto não se conseguir captar a vibração da vida, não se pode falar de uma boa fotografia”, costuma dizer.

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