@s Vermes

@s vermes são uma espécie rastejante lusa. São bastante territoriais, comem lixo e até se comem um@s @s outr@s - não por fome mas por pura maldade. André Green, quando organizou a antologia "O Mal", desconhecia a existência dest@s espécimes, que, no entanto, abundam em terras francas, devido aos fluxos migratórios, onde não se fazem notar devido à sua total e incondicional subserviência face às espécies que consideram superiores e/ou quando percebem que não @s tolerarão se agirem como gostam *. @s vermes são especialistas em focar-se numa vítima e, subreptícia, longa e persistentemente, conduzirem a vítima à exaustão total. @s vermes não estão em extinção mas a sua descendência está em quebra radical, o que é fantástico para o mundo. No próximo século é previsível que já não existam, senão iremos encontrá-l@s a bajular qualquer ser totalitário que entretanto tenha tomado conta do lugar e, como sempre, a esmagarem (ou tentarem) os mais fracos ou aquel@s que decidiram "tomar de ponta", "atividade" vital para el@s já que alimenta o vazio patético e liminar das suas existências reles. O mais provável é que entrem em auto-extinção, o que de resto será muito higiénico para o resto do mundo, porque @s vermes, enquanto perseguem quem não lhes cai no "goto", promovem um "respeitinho" religioso por toda a espécie de sucateiros e "inginheiros".

* na psicanálise das escolas lacanianas, designa-se, este agir, que "lhes" dá prazer, como "passagem ao ato", que remete para o "gozo" d@ pervers@. Mas isso seria elaborar demasiado em relação a seres rudes e básicos, confinad@s à sua perversidade, para @s quais qualquer psicologia barata serve.

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