É necessária uma estrutura inter-Estados, com poderes judiciais e militares, para combate eficaz e liminar à corrupção

Nada melhor que contratar a quem pagar melhores luvas e de seguida encomendar um parecer a provar a bondade da contratação. Por vezes há denuncias que, raríssimas vezes, resultaram em detenções de "tubarões", especialmente no Brasil pós-Dilma. Mas é necessária uma logística supra-Estado, que abranja Portugal e o Brasil, para acabar, de vez, com o cancro da corrupção

Nota: no processo Face Oculta *, a PJ portuguesa, uma vez mais, revelou ser a única força policial, em Portugal, fiável e altamente competente, capaz de combater, com determinação e eficácia, a corrupção, mesmo quando esta vem do seu interior, nas raras vezes que isso acontece. Seria a instituição portuguesa que integraria a proposta "estrutura supra-nacional", criada pelo Brasil e Portugal.

* onde, apesar dos esforços, meritosos e competentes, da PJ e de alguns procuradores, aquele que deveria ser o arguido principal, o grande corrupto, nunca esteve no banco dos réus, nunca foi acusado, tendo sempre sido eficazmente protegido, ao mais alto nível, o que demonstra que as condenações de ex-governantes, no processo Face Oculta, foram a exceção à regra da "justiça" em Portugal, seguramente devido à qualidade da investigação e empenho daqueles magistrados, mas também para tentarem modificar a ideia do cidadão comum  - verdadeira - de que a "justiça" tuga por norma protege os "grandes", que há uma justiça para os pobres e outra para os ricos, uma justiça para os poderosos e outra para os seres comuns.

Neste contexto e tendo em conta que a corrupção começa nas atitudes comportamentais dos grupos que no futuro poderão ter responsabilidades públicas, seguramente que os crimes cometidos pelos praxistas - frequentemente meros broncos que pagam fortunas para serem estudantes - terão de ter uma resposta adequada, à altura da sua mentalidade corrupta, mafiosa e criminosa, uma resposta forte e contínua, que sirva de exemplo e proteja efetivamente os novos estudantes das atrocidades de bestas que têm mentalidade totalitária, bestas que não merecem nem respeito nem compadecimento, dado que instituem um poder liminarmente arbitrário, ilegítimo, obscuro e violento, em alguma ou várias vertentes. Ao imporem, pela força - evidente ou camuflada - o seu poder ilegítimo a todos os novos estudantes, são terroristas e como tal devem ser tratados.

"É quase surpreendente o tom que usa para justificar a aparente normalidade do que aconteceu – eles sabiam ao que iam, sabiam que iam mergulhar na água a mando do «Dux». Portanto, um poder instituído numa pessoa, baseando-se vagamente uma «tradição» estúpida de Coimbra, permite este tipo de acontecimentos. A «culpa» não é do «Dux» - e até pode não ser (mas mandou-os ir para a água ou não?"

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