Do costumeiro arquivanço à acusação

A declaração, divulgada através da agência Lusa, prende-se com uma notícia da revista Sábado, segundo a qual o Ministério Público está a investigar uma denúncia de recebimento ilegal, por Passos Coelho, de perto de 150 mil euros, entre 1997 e 1999. 
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Reagindo à notícia da Sábado, a Procuradoria-Geral da República divulgou um esclarecimento em que diz apenas que em 2013 foram instaurados dois inquéritos relacionados com a actividade da Tecnoforma, um dos quais, o do DCIAP, “se encontra em investigação e sujeito a segredo de justiça”. 
O outro - que visava os financiamentos concedidos à empresa para formar centenas de técnicos de aeródromos e heliportos municipais da região Centro e correu no Departamento de Investigação e Acção Penal de Coimbra — “foi objecto de despacho de arquivamento, nos termos do artigo 277, nº 2 do Código de Processo Penal, em Junho de 2014”.
O artigo em questão determina que o inquérito é arquivado “se não tiver sido possível ao Ministério Público obter indícios suficientes da verificação de crime ou de quem foram os agentes”. 
A terceira investigação aberta acerca dos financiamentos públicos à Tecnoforma, no período em que Passos Coelho foi seu consultor e administrador, está a correr no OLAF (gabinete de luta antifraude da Comissão Europeia), em articulação com o DCIAP. Segundo um porta-voz deste organismo, o inquérito ainda não foi concluído e mantém-se em segredo de justiça. Entretanto, o coiso e tal (e a saga dos subs continua)

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