Crime de Guerra

A queda do avião MH17 da Malaysia Airlines, no leste da Ucrânia, poderá constituir um «crime de guerra», segundo a responsável das Nações Unidas para os direitos humanos, Navi Pillay. «A violação das leis internacionais, dadas as circunstâncias que prevalecem, pode constituir um crime de guerra», declarou. A Ucrânia e os países ocidentais, como os Estados Unidos, acreditam que o aparelho foi abatido por um míssil lançado pelos separatistas pró-russos e que terá sido fornecido pelo governo russo. Todas as 298 pessoas que estavam a bordo do avião morreram.

“O risco de um ataque da Rússia contra um Estado-membro da NATO – Organização do Tratado do Atlântico Norte, ainda que baixo, é real. Não estamos convencidos de que a NATO esteja preparada para enfrentar esta ameaça”, disse, segundo a AFP, o presidente da comissão, o conservador Rory Stewart. “A NATO tem sido muito complacente com a Rússia e não está bem preparada”, 

Se no caso da Crimeia foi brandido o pretexto da insegurança da população russófila face ao novo poder de Kiev, consumando-se, por via de um referendo local, uma anexação que foi festejada em Sebastopol (há um curioso paralelo, ressalvando-se as distâncias, com o caso dos Sudetas na II Guerra Mundial, quando o III Reich de Hitler ocupou e anexou aquele território da Checoslováquia, a pretexto de defender a população germânica aí residente), já no caso do Leste da Ucrânia essa intervenção não é de modo algum pacífica. Desenrola-se ali uma batalha, sobretudo nas cidades de Donetsk e Lugansk, entre o exército ucraniano e combatentes separatistas pró-russos. É uma guerra civil que, a eternizar-se, porá em risco a sobrevivência da Ucrânia como país. Daí que o poder de Kiev, já legitimado por eleições, esteja a fazer tudo para vencer os rebeldes e reassumir o controlo das cidades ocupadas. Se neste conflito, interno, a Rússia ousar intervir militarmente, estaremos perante o início de uma guerra perigosa 

À medida que as forças leais ao Governo da Ucrânia apertam o cerco aos combatentes separatistas nas cidades de Donetsk e Lugansk, no Leste do país, o Exército russo vai-se estendendo ao longo da sua fronteira, a meia centena de quilómetros, em movimentações que a Polónia e a NATO interpretam como os primeiros passos de uma invasão.

A Rússia decretou uma "proibição total" da maioria dos produtos alimentares importados de países europeus e dos Estados Unidos, em resposta às sanções ocidentais contra Moscovo, anunciou hoje o primeiro-ministro russo.


E, ao contrário da China ou da Rússia, a América continua a ser o íman que consegue atrair toda a gente que quer uma nova oportunidade.

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