Cumplicidades com sistema político limitam o jornalismo

No atual panorama, "as condições são muito adversas ao jornalismo investigativo", em que, para além da "precariedade e da pressão de rotinas", "exige-se rapidez e um jornalismo multifacetado", salientou Isabel Ferin.

Contudo, "outros jornalistas, que estão em posições privilegiadas e que poderiam fazer jornalismo de investigação, mantêm alguma cumplicidade com o sistema político e têm dificuldade em manter um certo distanciamento" em relação ao mesmo, sublinhou.

O papel do jornalista enquanto cão de guarda da sociedade "está completamente limitado", criticou a investigadora, 
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Comparando com o Brasil, Isabel Ferin considera que, apesar de as restrições "que se observam em todos os media no mundo inteiro", "o jornalismo local brasileiro é muito diversificado e dinâmico" e há uma "grande apetência para temas como corrupção política e uma capacidade de investigação que não existe aqui".

Essa inexistência observada em Portugal nota-se também "na cobertura jornalística de casos de corrupção", em que "há uma fase de explosão", estando as agendas "centradas na denúncia e não na compreensão e acompanhamento do processo".

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