Fevereiro de 1976

Numa declaração registada pelo jornalista alemão Gunter Wallraff, o assessor político de Spínola José Valle de Figueiredo explicaria o lugar onde estava o MDLP nessa nova fase do processo político: “Nós não podemos confessar que recomendamos acções militares e as executamos. Para o exterior, temos de parecer pacíficos. E por isso nunca confessamos que essas acções são nossas. E como toda a gente julga que tais ataques só podem ser do ELP, deixamos as coisas correr.” Na prática, o MDLP tinha-se diluído no devaneio bombista, inorgânico e difuso, sem sentido político e prestes a ajustar contas consigo mesmo. Os assassinatos em Vila Real do padre Maximino Sousa e da estudante Maria de Lurdes Pereira, em Fevereiro de 1976

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