Da Crimeia

A Crimeia está neste momento "de facto" ocupada pelos russos, tendo uma população que aparentemente apoia a ocupação, o que investe a mesma de uma não desprezível legitimidade. Se acontecer um referendo e o povo da Crimeia decidir pela independência, ou pela união com a Rússia, esse resultado terá de ser amplamente respeitado pela UE, UE construída à revelia dos povos, não referendada e logo "por essência" não democrática. Esperemos que a situação não seja conduzida ao extremo porque o que poderá ser posto em causa é a própria legitimidade de todas as instituições da EU e a absoluta e indiscutível legimitidade dos países de retirarem, sem quaisquer represálias, de uma União, que em vez de reduzir as desigualdades entre países e dentro dos próprios países, as aumentou dramaticamente, assim como aumentou a grande corrupção de Estado que levou ao colapso social e económico dos países "periféricos" do sul da Europa, onde os biliões "oferecidos" pela UE, sem qualquer controle (pois no fundo voltaram à origem, tal como foi bem previsto, pela compra de carros de luxo alemães, nomeadamente) mais não fizeram que ampliar sistemas já por si corruptos e injustos que colocam em causa a tão apregoada democracia, tida como inerente à própria UE. Evidentemente que os "observadores" não têm direito a entrar na Crimeia. (os eurocratas, esses, não recuam nunca, a Ucrânia pode mesmo contar com eles...)

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