Máfiaputin sempre à cata das Pussy

Duas das integrantes da banda russa Pussy Riot foram detidas na manhã desta terça-feira na cidade de Sochi, onde estão a decorrer os Jogos Olímpicos de Inverno.


As activistas foram levadas para uma esquadra numa rusga policial e interrogadas, supostamente sob suspeita de roubo, sem a presença de um advogado. Ao fim do dia foram libertadas, sem qualquer acusação.

Foi através do Twitter que Maria Aliokhina e Nadejda Tolokonnikova informaram que tinham sido detidas em Sochi – a mensagem na conta @tolokno vinha até acompanhada por uma fotografia tirada do interior de um carro da polícia, a caminho da esquadra. Em mensagens posteriores, as duas diziam que não conheciam a acusação contra elas e explicavam que seguiam pela rua, na zona portuária da cidade, quando foram atiradas para dentro de uma carrinha pela polícia local. “Não estávamos a fazer nenhum protesto. Estávamos a ANDAR NA RUA”, escreveu Tolokonnikova, de 24 anos. 

As duas activistas não anunciaram a sua visita a Sochi, onde tencionavam participar em acções de protesto contra as olimpíadas e ainda gravar um vídeo musical intitulado “Putin vai ensinar-nos a amar a nossa pátria”. Citada pelo The Wall Street Journal, Nadejda Tolokonnikova explicou que o objectivo da banda era “chamar a atenção para a corrupção que rodeou a organização dos Jogos, para a supressão das liberdades pelas autoridades russas e ainda as condições desumanas nas prisões” do país.

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