Dos "mercados" (obviamente isto não vai acabar bem)

O resultado da crise de 2008 é este: o número de instituições financeiras diminuiu, aumentou o número de activos que têm [sob gestão], não houve verdadeiramente uma separação entre o que era a banca de investimento e a de retalho (comercial]. E ao lado passámos a ter um número de investidores especulativos (hedge funds/ private equities) cujo único ganho é provocar crises, ou ganhar com as crises. Os riscos disseminaram-se verdadeiramente. Portugal não é um player. Para o bem e para o mal Portugal não influi, é uma vítima do seu próprio êxito ou fracasso.
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Se analisar, no Brasil, havia muita divisa a entrar para especular na baixa das taxas de juro. E havia muito americano a investir em imobiliário, mas que vai ser retirado. Podia-se dizer que o Brasil era um país emergente se 10% da população fosse da classe média e o resto estivesse pobreza. Já não acontece. 
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Porque é que eu vou investir num continente onde a população está a envelhecer e onde não há quem consuma. Se quero montar uma fábrica vou procurar um local onde encontre quem trabalhe e quem consuma, onde não tenha de pagar balúrdios em relação ao que seria normal

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