A decadência do que nunca deixou de ser decadente

Com a salvação da Pátria do PSD e de Passos Coelho voltaram as pragas tradicionais da “decadência” e do “atraso”, que depressa redescobriram os vícios atávicos do português: a sabujice, a dependência, a resignação e uma espécie de sebastianismo de trazer por casa na forma obscura e longínqua do BCE. Nem falta a ditadura dos partidos do centro, nem a melancólica impotência do Presidente da República. Depois do fracasso da “modernização” democrática, virão vinte anos de vacas magras e de cinismo ou desespero. E agora o remédio é duvidoso e talvez mortal.

Nota: estou convencido que Portugal é corrupto porque é essencialmente corrupto; é decadente porque é corrupto, e está em "decadência irreversível" * porque sempre foi corrupto e logo a "decair" irreversivelmente. Os males que o José Gil aponta (a inveja) são um sintoma, não a causa.

* Saramago dixit.

** no entanto rejeito liminarmente a formulação da "Ibéria" do Saramago. Mais rapidamente transformaria o lugar num país bilingue português/inglês, membro da commonwell, que integrar uma suposta "Ibéria", que é por natureza brutal (toreros), caduca, corrupta, (católica) e reacionária. A Ibéria "saramaguiana", ou qualquer outra, é definitivamente um não assunto. Aliás, a gentalha corrupta do "espanha, espanha, espanha" devia ser condenada por crimes contra o Estado.

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