PORTUGAL SEM MELHORIAS NO ÍNDICE DE PERCEÇÕES DA CORRUPÇÃO

Em relação a 2012, o nosso país continua no mesmo lugar no ranking, embora tenha perdido um ponto, dos 63 registados em 2012 para os 62 este ano. «Esta quebra de um ponto não é especialmente relevante, do ponto de vista estatístico, mas indicia a tendência de queda que Portugal vem revelando neste índice na última década. Em 2003 estávamos em 25º lugar; agora vamos no 33º, o que significa que enquanto inúmeros países têm feito esforços com bons resultados no combate à corrupção, Portugal está preso entre a estagnação e o declínio», diz o presidente da TIAC, Luís de Sousa.
Entre os países europeus, é digno de registo, no Índice deste ano, a queda abrupta registada pela Espanha, que perdeu 6 pontos e caiu 10 lugares no ranking, em comparação com 2012. Está agora, com 59 pontos, em 40º lugar, o que poderá ser explicado com o impacto negativo de escândalos que vieram a público este ano, como o caso Bárcenas, que diz respeito a suspeitas de corrupção na atribuição de obras públicas e financiamento partidário ilegal envolvendo o primeiro-ministro Mariano Rajoy.
«O caso de Espanha mostra como a complacência com a corrupção pode ter efeitos desastrosos na credibilidade de um país e devia servir de aviso para as autoridades portuguesas investigarem a fundo e levarem até ao fim, sem mais delongas, casos como o da compra dos submarinos, do BPN ou de privatizações, como a da EDP, que estão na mira da Justiça. Enquanto deixarmos estas suspeitas a pairar sem resolução, é a credibilidade das instituições perante a opinião pública e os investidores internacionais que está posta em causa», diz o presidente da TIAC.

Comentários

Mensagens populares