Cavaco Silva e a baronesa Thatcher, tão amiga de Pinochet, votaram moções na ONU contra a libertação de Mandela

O homem combateu toda a vida pelas suas convicções contra um regime racista. Esteve 27 anos preso. Contribuiu para que a luta em que participou acabasse com o apartheid. Que a maioria do povo da África do Sul tivesse reconhecido o direito a votar em eleições livres. Mas esse caminho não foi feito por consenso, nem sem inimigos. Ele custou a vida a milhares de pessoas, como Steve Biko, assassinado pela polícia sul-africana do apartheid em 1977 - morto pelos mesmos polícias que um tribunal sul-africano mandou em paz, em 2003, com a alegação de que o eventual crime de "maus-tratos" tinha prescrito.

Durante a sua luta e prisão, Mandela não era visto pelos poderosos como a espécie de miss simpatia em que o transformaram depois de morto. Margaret Thatcher tratava Mandela e a sua organização, que dirigia a luta contra o regime discriminatório e ditatorial da África do Sul, por "assassinos". Até 2008, Mandela esteve na lista dos perigosos terroristas inimigos do Pentágono. Os governos dirigidos por Reagan, Cavaco Silva e a baronesa Thatcher, tão amiga de Pinochet, votaram moções na ONU contra a sua libertação

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